Dezembro Laranja

Dezembro Laranja: como se proteger do câncer de pele no verão

Dermatologista explica por que o protetor solar deve ser usado todos os dias e quais sinais na pele exigem consulta imediata

Por Redação Brazil Health , 05/12/2025

3 min de leitura

Dezembro Laranja: como se proteger do câncer de pele no verão

A campanha Dezembro Laranja volta a colocar o câncer de pele no centro da conversa e reforça que prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas. O tumor é o mais frequente no país e, segundo especialistas, pequenas mudanças na rotina fazem diferença.

Para a dermatologista e cirurgiã Elisa Parra, o uso diário de protetor solar é indispensável, faça sol ou chuva. “A radiação UVA atravessa nuvens e vidros e está presente o dia todo”, diz. Já a UVB é a principal responsável pelas queimaduras e pelo dano direto ao DNA.

Protetor solar no dia a dia

Com a alta das atividades ao ar livre — de caminhadas a corridas e ciclismo —, a atenção precisa ser redobrada. “No verão, o protetor solar se torna absolutamente imprescindível”, afirma Parra. A recomendação vale para quem passa longos períodos em ambientes externos, mesmo longe de praia ou piscina.

A médica destaca que não existe um “produto perfeito” que sirva para todos. “O melhor filtro solar é aquele que você usa todos os dias”, resume. Há fórmulas para pele oleosa, versões com cor, resistentes à água para quem sua muito e texturas variadas. O ideal é buscar orientação profissional para escolher o FPS e o tipo certos para cada pele.

Erros comuns que reduzem a proteção

Falhas de aplicação comprometem o resultado. Entre os deslizes mais frequentes estão:

  • usar menos produto que o necessário — a “regra dos três dedos” ajuda a acertar a dose do rosto;
  • não reaplicar a cada duas horas e após suor intenso ou mergulhos;
  • esquecer áreas como orelhas, pescoço, colo, mãos e lábios;
  • confiar apenas na maquiagem com FPS;
  • manter produtos vencidos ou mal armazenados.

Sinais de alerta e diagnóstico precoce

Além da rotina de proteção, consultas ajudam a identificar alterações em estágio inicial. “Avalio pele, hábitos e riscos de cada paciente, examino pintas com dermatoscopia e, quando necessário, indico biópsia”, explica Parra. Lesões que parecem inofensivas podem revelar um câncer tratável quando descobertas cedo.

Procure um dermatologista se notar:

  • pintas que mudam de cor, formato ou tamanho;
  • lesões assimétricas ou com bordas irregulares;
  • manchas escuras que crescem;
  • feridas que não cicatrizam;
  • áreas que sangram, coçam ou descamam por semanas.

A mensagem para esta temporada é clara: proteger a pele todos os dias e observar mudanças é a melhor estratégia. “Fotoproteção diária e acompanhamento profissional são essenciais para prevenir e diagnosticar o câncer de pele precocemente”, conclui Parra.