Ginecologia e Obstetrícia

Inverno aumenta ressecamento e alergias na pele; veja cuidados para evitar crises

Frio, banho quente e roupas guardadas podem irritar a pele e piorar dermatites. Dermatologista orienta como adaptar a rotina no dia a dia, do hidratante ao protetor solar.

Por Redação Brazil Health , 02/06/2026

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Inverno aumenta ressecamento e alergias na pele; veja cuidados para evitar crises

Com a queda das temperaturas, é comum crescer a procura por atendimento por ressecamento, coceira, irritações e alergias na pele. O problema se intensifica no inverno por causa do ar mais seco, do vento e de hábitos típicos da estação, como banhos mais quentes e longos e o uso de roupas que ficaram meses guardadas.

Segundo a dermatologista Anelisa Ruaro, o frio reduz a proteção natural da pele e facilita a perda de água, o que favorece sensibilidade e descamação. “O frio reduz a oleosidade natural da pele e compromete a barreira de proteção cutânea. Com isso, a pele perde água com mais facilidade, ficando ressecada, sensível, áspera e, em muitos casos, até descamando”, afirma.

A médica ressalta que diminuir a hidratação por suar menos é um erro comum. “Muitas pessoas bebem menos água no inverno e deixam de usar hidratante diariamente. Isso é um erro. A hidratação continua sendo fundamental para manter a integridade da pele e prevenir fissuras, coceiras e inflamações”, diz.

Banho quente e sabonetes agressivos podem piorar

O banho muito quente, frequente no inverno, pode agravar o ressecamento ao remover a camada de gordura que ajuda a proteger a pele. “A água quente remove a camada natural de gordura que protege a pele. Isso aumenta o ressecamento e favorece irritações, especialmente em pessoas que já têm tendência à dermatite, alergias ou pele sensível”, alerta Anelisa.

A orientação é preferir banho morno e mais curto, além de evitar esfoliações em excesso, buchas e produtos muito agressivos. A aplicação de hidratante logo após o banho, com a pele ainda úmida, tende a ajudar a reter água e reforçar a barreira cutânea.

Roupas guardadas podem desencadear dermatite

Casacos, cachecóis, cobertores e peças de lã armazenados por longos períodos podem acumular poeira, ácaros e fungos, aumentando o risco de irritação e dermatite de contato, especialmente em áreas sensíveis como pescoço e rosto. “As pessoas normalmente tiram a roupa do armário e usam direto, sem lavar. Isso pode causar irritação, coceira, vermelhidão e alergias”, afirma a dermatologista.

Ela recomenda higienizar essas peças antes de usar e deixá-las arejando para reduzir a carga de alérgenos. Persistindo coceira intensa, vermelhidão ou descamação, a orientação é procurar avaliação dermatológica.

Protetor solar e atenção extra a lábios e mãos

Mesmo em dias frios ou nublados, o protetor solar segue indicado, porque a radiação ultravioleta continua presente. “Muita gente associa protetor solar apenas ao verão ou à praia. Mas os raios UVA continuam incidindo durante o inverno e atravessam inclusive nuvens e vidros. O protetor deve fazer parte da rotina diária o ano inteiro”, reforça Anelisa. Pescoço, colo e mãos também merecem proteção, por ficarem expostos com frequência.

Lábios e mãos tendem a sofrer mais na estação, com rachaduras e fissuras. “Os lábios possuem uma pele muito fina e sensível. O frio e o vento favorecem rachaduras e até pequenas feridas dolorosas. Já as mãos sofrem muito com álcool em gel, água quente e sabonetes”, explica.

Para reduzir o risco de crises no inverno, especialistas recomendam:

  • Preferir banhos mornos e rápidos
  • Hidratar rosto e corpo diariamente, especialmente após o banho
  • Beber água ao longo do dia, mesmo com menos sede
  • Evitar buchas, esfoliação excessiva e sabonetes agressivos
  • Manter o uso diário de protetor solar
  • Reforçar a hidratação de lábios, mãos, joelhos e cotovelos
  • Lavar e arejar roupas, cachecóis e cobertores guardados antes do uso