Ginecologia e Obstetrícia

Dia Mundial do Vitiligo alerta para mitos e impacto emocional das manchas na pele

Doença não é contagiosa e pode ser controlada com tratamento, mas ainda causa estigma; dermatologistas recomendam diagnóstico precoce e cuidados para evitar novas lesões.

Por Redação Brazil Health , 22/06/2026

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Dia Mundial do Vitiligo alerta para mitos e impacto emocional das manchas na pele

No Dia Mundial do Vitiligo, lembrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) chama atenção para a desinformação que ainda cerca a doença e pode alimentar preconceito. Embora não seja contagioso e não represente risco direto à saúde física, o vitiligo costuma afetar a autoestima e a vida social de quem convive com as manchas.

O vitiligo é caracterizado pelo aparecimento de áreas esbranquiçadas na pele, resultado da perda de melanina, pigmento que dá cor ao corpo. A condição tem base autoimune e pode estar associada à predisposição genética, quando o sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento.

Além da genética, fatores emocionais e traumas na pele podem atuar como gatilhos em pessoas predispostas. “O aspecto emocional está presente em diferentes momentos da jornada do paciente. Muitas vezes, as alterações na aparência e o preconceito social podem afetar significativamente a autoestima e a qualidade de vida, tornando o acompanhamento dermatológico e multidisciplinar ainda mais importante”, afirma o coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, João Renato Gontijo.

Como é feito o diagnóstico

As manchas brancas são o principal sinal do vitiligo e, na maioria dos casos, não causam sintomas físicos importantes. Em algumas pessoas, pode haver leve coceira no início das lesões. O diagnóstico costuma ser clínico, feito pelo dermatologista, e pode ser complementado pela lâmpada de Wood, exame que ajuda a delimitar as áreas afetadas. Em situações específicas, pode ser indicada biópsia para diferenciar de outras condições de pele.

Tratamento controla a doença e pode repigmentar

Apesar de não haver cura definitiva, há tratamentos capazes de controlar a evolução e estimular a repigmentação. Uma das principais opções é a fototerapia com ultravioleta B, que atua modulando a resposta do sistema imunológico e favorecendo o retorno da cor em parte das áreas acometidas.

O cuidado pode incluir ainda medicamentos de uso tópico e tratamentos sistêmicos, conforme o perfil de cada paciente. “O diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento aumentam significativamente as chances de controle da doença e de recuperação da pigmentação”, diz Gontijo.

Cuidados do dia a dia para reduzir novas manchas

Segundo a SBD, traumas repetidos podem favorecer o surgimento de novas lesões em áreas antes saudáveis, fenômeno conhecido como Koebner. Por isso, a recomendação é evitar agressões à pele, como retirar cutículas e realizar procedimentos estéticos que possam causar microlesões. A entidade também orienta cautela com intervenções mais agressivas, como peelings intensos, e com substâncias clareadoras à base de hidroquinona.

A SBD recomenda que qualquer pessoa com suspeita de vitiligo procure um dermatologista para confirmação do diagnóstico e orientação sobre as opções de tratamento e cuidados.