Ginecologia e Obstetrícia

Cortar a cutícula eleva risco de infecção e fragiliza as unhas

Dermatologista explica por que remover a cutícula enfraquece as unhas e indica cuidados simples para proteger a pele

Por Redação Brazil Health , 16/02/2026

3 min de leitura

Cortar a cutícula eleva risco de infecção e fragiliza as unhas

Remover a cutícula é um hábito difundido no Brasil, mas a prática pode trazer consequências que vão além da estética. A cutícula integra o sistema de proteção natural da unha e atua como barreira contra microrganismos. Quando retirada de forma frequente ou agressiva, essa proteção é comprometida e abre espaço para infecções e alterações estruturais.

De acordo com a dermatologista Flávia Alvim Sant’Anna Addor, a cutícula sela a região entre a pele e a lâmina ungueal, protegendo a matriz responsável pelo crescimento saudável da unha. A intervenção repetida nessa área pode fragilizar esse mecanismo de defesa.

Riscos para a pele e para a estrutura da unha

A região conhecida popularmente como cutícula inclui células superficiais, mas logo abaixo encontra-se a dobra proximal ungueal, composta por pele viva e sensível. A remoção inadequada pode causar pequenas fissuras que facilitam a entrada de bactérias e fungos.

Entre as possíveis consequências estão

• inflamações ao redor da unha, como paroníquia• infecções fúngicas recorrentes• alterações no formato e na superfície da unha• maior fragilidade e tendência a descamação

Além das infecções, o trauma repetido pode interferir no crescimento regular da unha, provocar ondulações e comprometer sua resistência. Em alguns países, há recomendações para restringir a retirada agressiva de cutículas em salões de beleza, com foco na segurança sanitária.

Cuidados que preservam a função de barreira

Manter a integridade da cutícula é uma medida simples que contribui para a saúde das unhas. Em vez de cortar, a orientação dermatológica inclui cuidados menos invasivos.

Medidas recomendadas

• amolecer a região com água morna e empurrar suavemente apenas o excesso aparente• hidratar regularmente com óleos específicos ou cremes nutritivos• assegurar esterilização adequada de instrumentos em salões• evitar roer ou puxar a pele ao redor das unhas• redobrar a atenção em casos de diabetes, alterações circulatórias ou imunidade reduzida

Pequenos ferimentos nessa região podem evoluir de forma mais significativa em pessoas com condições crônicas, o que torna a prevenção ainda mais importante.

A preservação das cutículas integra uma rotina de cuidado que equilibra estética e saúde. Manter essa barreira intacta contribui para unhas mais resistentes e reduz o risco de complicações infecciosas.