Ginecologia e Obstetrícia

Carcinoma basocelular: sinais na pele e como reduzir o risco do câncer mais comum

Lesão costuma crescer devagar e raramente se espalha, mas pode destruir tecidos ao redor se não for tratada; dermatologista orienta quando procurar avaliação médica e como se proteger do sol.

Por Redação Brazil Health , 18/03/2026

3 min de leitura

Carcinoma basocelular: sinais na pele e como reduzir o risco do câncer mais comum

O carcinoma basocelular é o tipo mais frequente de câncer de pele. Em geral, tem crescimento lento e baixa chance de metástase, mas pode invadir estruturas próximas e provocar deformidades quando o diagnóstico demora. Por isso, reconhecer os sinais e buscar avaliação médica cedo faz diferença.

Segundo a dermatologista Lorena Mesquita, professora da pós-graduação em dermatologia da Afya Educação Médica Ribeirão Preto, ele costuma aparecer como uma pequena lesão de tom rosado ou com brilho “perolado”, às vezes com vasinhos visíveis na superfície. “A maioria dos casos surge em regiões do corpo expostas ao sol com frequência, como o rosto, orelhas, pescoço e braços”, afirma.

A doença também pode se manifestar como uma ferida que não cicatriza, sangra com facilidade ou parece uma cicatriz com bordas irregulares. Em algumas pessoas, a lesão pode ser mais escura, o chamado carcinoma basocelular pigmentado.

O que observar no dia a dia

Como outros cânceres, o câncer de pele pode ser silencioso. Ainda assim, mudanças visíveis na pele são um alerta, como sinais e manchas que alteram cor, formato ou tamanho, além de feridas persistentes.

O autoexame regular pode ajudar a perceber alterações. A orientação é observar todo o corpo em frente ao espelho, com atenção especial às áreas mais expostas ao sol.

Por que o diagnóstico precoce importa

Quando descoberto no início, o carcinoma basocelular tende a ter alta chance de cura. “Quanto mais cedo o carcinoma basocelular é identificado, maiores são as chances de cura. O tratamento geralmente é feito com a remoção completa da lesão, incluindo uma pequena margem de segurança de pele saudável ao redor”, diz Mesquita. Segundo ela, tumores menores costumam exigir procedimentos menos invasivos, com melhor resultado estético e recuperação mais rápida.

O tratamento pode incluir cirurgia, crioterapia (congelamento), eletrocauterização e terapias tópicas específicas. Em situações selecionadas, a radioterapia pode ser indicada, especialmente em lesões recorrentes ou de difícil acesso. A escolha depende do tamanho, da localização e do estágio.

Como prevenir: fotoproteção e fatores de risco

A principal causa está relacionada à exposição solar excessiva e sem proteção, acumulada ao longo dos anos. “Ele vem muito do ‘sol da vida toda’”, observa a dermatologista, explicando por que é mais comum em idosos.

Para reduzir o risco, a especialista recomenda:

  • Usar protetor solar diariamente, com FPS 50 ou superior, na quantidade adequada e com reaplicação a cada 2 horas em ambientes abertos e a cada 4 horas em ambientes fechados.
  • Evitar sol direto entre 10h e 16h, quando a radiação ultravioleta é mais intensa.
  • Adotar barreiras físicas, como chapéu de aba larga, óculos de sol, roupas que cubram a pele e, quando possível, peças com proteção UV, sobretudo para quem trabalha ao ar livre.

Outros fatores aumentam a chance de desenvolver a doença, como pele clara, olhos claros, histórico de queimaduras solares na infância, idade avançada, uso de câmaras de bronzeamento artificial e casos de câncer de pele na família.

Apesar de muitas vezes parecer discreto no começo, o carcinoma basocelular exige atenção. “Não devemos ignorar sinais persistentes”, alerta Mesquita. A recomendação é procurar um dermatologista diante de qualquer lesão nova que não cicatriza, sangra, muda de aparência ou cresce com o tempo.