Ginecologia e Obstetrícia

Câncer de pele: SBD orienta sobre cirurgia e quando a técnica de Mohs é indicada

Entidade destaca que o carcinoma basocelular é o tumor de pele mais comum e pode causar deformidades se não for tratado; cirurgia é o principal tratamento, e alguns casos exigem avaliação especializada.

Por Redação Brazil Health , 03/06/2026

3 min de leitura

Câncer de pele: SBD orienta sobre cirurgia e quando a técnica de Mohs é indicada

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) divulgou orientações sobre o tratamento do carcinoma basocelular, tipo de câncer de pele mais frequente no mundo. Embora raramente se espalhe para outros órgãos, o tumor pode crescer de forma contínua e provocar destruição local importante, especialmente quando o diagnóstico e a abordagem médica são tardios.

De acordo com a SBD, a cirurgia segue como a opção mais eficaz para a maioria dos casos. A meta do tratamento é remover totalmente a lesão, com o menor impacto possível na função e na aparência da área afetada, o que ganha ainda mais relevância quando o câncer está em regiões visíveis, como o rosto.

Quando a técnica de Mohs entra em cena

Entre os procedimentos cirúrgicos disponíveis, a Cirurgia Micrográfica de Mohs é apontada pela entidade como a técnica preferencial para tumores de maior risco. Ela costuma ser indicada em situações como lesões na face e na cabeça, tumores que reapareceram após tratamento anterior e casos com comportamento mais agressivo.

O diferencial do método é a análise das margens do tumor durante a própria cirurgia, etapa que ajuda a confirmar se toda a área comprometida foi retirada. Segundo a SBD, a chance de cura pode chegar a cerca de 99% nos casos iniciais, com a vantagem de preservar mais tecido saudável ao redor.

Radioterapia pode ser alternativa em situações específicas

A SBD explica que a radioterapia também pode fazer parte do tratamento em circunstâncias bem definidas, como em pacientes que não podem ser operados por condições clínicas. O recurso ainda pode complementar a cirurgia quando há suspeita de que células tumorais possam permanecer no local ou quando o câncer se aproxima de estruturas ligadas a nervos.

Diagnóstico precoce e acompanhamento ao longo da vida

A entidade ressalta que a escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando o tipo de tumor, a localização e o estado de saúde do paciente. Em casos classificados como de alto risco, pode ser necessária uma avaliação conjunta entre especialistas.

A SBD também reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento dermatológico regular. Pessoas que já tiveram carcinoma basocelular têm risco maior de desenvolver novos tumores de pele ao longo da vida e, por isso, precisam manter vigilância contínua.

Para prevenção, a orientação é que os cuidados não se limitem a períodos de campanha, como o Dezembro Laranja. Entre as medidas recomendadas estão o uso diário de protetor solar, roupas e acessórios de proteção, atenção a sinais suspeitos na pele e consultas periódicas com dermatologista.