Coração Depois dos 40

Saúde do Coração Após os 40: Exames, Sinais de Risco e Mudanças Essenciais na Rotina

O que muda no coração após os 40 anos: conheça sinais de alerta e hábitos que fazem a diferençaEspecialista destaca os exames essenciais, sintomas que exigem atenção imediata e estratégias de prevenção para homens e mulheres a partir da meia-idade.

Por Redação Brazil Health , 11/08/2025

3 min de leitura

Saúde do Coração Após os 40: Exames, Sinais de Risco e Mudanças Essenciais na Rotina

O que muda no coração após os 40 anos: conheça sinais de alerta e hábitos que fazem a diferença

Especialista destaca os exames essenciais, sintomas que exigem atenção imediata e estratégias de prevenção para homens e mulheres a partir da meia-idade.

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de mortalidade no Brasil, especialmente entre pessoas com mais de 40 anos. Dados recentes do estudo Global Burden of Disease apontam que, só nas últimas três décadas, o número de brasileiros afetados saltou de 1,48 milhão para mais de 4 milhões – e boa parte desses casos poderia ser evitada com simples mudanças de hábito e prevenção ativa.

De acordo com a cardiologista Dra. Thaysa Louzada, especialista pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, muitos fatores de risco para o coração evoluem de forma silenciosa, manifestando sintomas apenas em estágios avançados. “Por isso, a partir dos 40 anos, homens e mulheres devem incorporar exames clínicos e laboratoriais à rotina, como aferição da pressão, checagem do índice de massa corporal, além de eletrocardiograma, testes de colesterol, açúcar no sangue e função renal”, explica.

Quando indicado, exames mais detalhados como o teste ergométrico e o ecocardiograma também podem ser recomendados, principalmente para quem possui histórico de infarto ou acidente vascular cerebral na família.

  • falta de ar ao realizar esforços leves, como subir escadas
  • cansaço persistente e sem causa aparente
  • dor no peito que pode irradiar para o braço
  • palpitações ou batimentos irregulares
  • inchaço em pernas e pés
  • episódios de desmaio ou insônia sem explicação

Outra observação importante é que, segundo a especialista, homens costumam apresentar dores clássicas no peito durante eventos cardíacos, enquanto as mulheres têm sinais mais discretos, como cansaço ou náuseas, por vezes confundidos com ansiedade ou estresse. “Esse quadro contribui para diagnósticos tardios, principalmente após a menopausa, quando diminui a proteção hormonal do estrogênio”, complementa Dra. Thaysa.

  • sedentarismo
  • consumo excessivo de produtos ultraprocessados
  • dormir pouco e ter noites irregulares
  • estresse crônico
  • tabagismo e uso frequente de álcool

Adotar práticas saudáveis pode reverter diversos fatores de risco e afastar problemas como infarto, insuficiência cardíaca e AVC. Segundo Dra. Thaysa, investir em uma alimentação natural, inspirada na dieta mediterrânea – baseada em frutas, legumes, azeite, peixes e castanhas – faz muita diferença para proteger o sistema cardiovascular.

Pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas, especialmente com casos precoces de infarto ou AVC, precisam ficar ainda mais atentas e iniciar o acompanhamento cardiológico a partir dos 30 a 35 anos. “O controle rigoroso do colesterol, pressão, glicemia e a avaliação regular são passos indispensáveis para garantir a saúde do coração para além da meia-idade”, finaliza a médica.