Coqueluche

Brasil Entra em Alerta Após Surto de Coqueluche com Mais de 2 Mil Casos em 2025

Autoridades de saúde recomendam ampliar a vacinação para proteger principalmente bebês de infecção grave

Por Redação Brazil Health , 15/10/2025

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Brasil Entra em Alerta Após Surto de Coqueluche com Mais de 2 Mil Casos em 2025

O Brasil voltou a registrar um preocupante aumento nos casos de coqueluche, doença infecciosa que havia sido controlada nos últimos anos. Segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde, até setembro de 2025 foram confirmados 2.173 casos e sete mortes no país, cenário que acende um alerta para autoridades e profissionais de saúde.

Transmitida por uma bactéria que ataca as vias respiratórias, a coqueluche é especialmente perigosa para crianças menores de um ano. De acordo com levantamento da OPAS, quase 28% dos casos ocorrem nessa faixa etária, enquanto outro quarto dos registros soma-se entre crianças de 1 a 4 anos.

Para a infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o aumento dos casos mostra a necessidade de intensificar a vacinação em todas as faixas etárias. “Dessa forma, é imprescindível a vacinação em crianças e também a aplicação de reforços na adolescência e na fase adulta”, explica.

O esquema recomendado começa aos dois meses de idade, com doses subsequentes aos 4 e 6 meses, além de reforços aos 15 meses e aos 4 anos. Adultos e adolescentes também devem se vacinar, pois a proteção oferecida pelas doses iniciais dura cerca de cinco a dez anos. Gestantes recebem atenção especial, pois a vacina protege o bebê nos primeiros meses de vida.

Especialistas alertam para o risco de transmissão dentro do próprio lar, já que adultos e jovens com sintomas leves podem contagiar bebês que ainda não completaram o esquema vacinal. Portanto, pais, avós e cuidadores precisam manter a vacinação em dia para reduzir riscos às crianças pequenas.

Para adultos e gestantes, a vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular) está disponível principalmente na rede privada. Quem pretende viajar, especialmente a áreas de risco, pode optar pela versão combinada com proteção contra poliomielite.

O tratamento da coqueluche envolve o uso de antibióticos, principalmente nos estágios iniciais, além de hidratação e cuidados para controlar a febre. “Todo o tratamento deve ser orientado por um médico, visando evitar complicações”, reforça Sylvia Freire.

Diante do aumento dos casos e do surgimento de cepas resistentes, a recomendação dos especialistas é clara: manter a vacinação em dia, reconhecer rapidamente os sintomas de coqueluche e buscar atendimento médico ao menor sinal da doença, especialmente em crianças pequenas.