Conjuntivite

Conjuntivite no verão: veja 6 cuidados para evitar contágio em praias e piscinas

Aglomerações e água contaminada favorecem a transmissão; médica orienta sinais, prevenção e quando buscar atendimento

Por Redação Brazil Health , 16/01/2026

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Conjuntivite no verão: veja 6 cuidados para evitar contágio em praias e piscinas

As férias e o calor aumentam a circulação de conjuntivites, sobretudo as de origem viral, que se espalham com facilidade em praias, parques e clubes. A orientação de especialistas é redobrar a higiene, reconhecer os sintomas e evitar a automedicação.

A oftalmologista Camila Moraes, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), explica que “a conjuntivite viral é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Causada por vírus, geralmente o adenovírus, a doença ocular é facilmente transmitida pelo contato com secreções ou objetos contaminados”.

Segundo a médica, o quadro pode vir acompanhado de sintomas de resfriado, como febre e dor de garganta. Nos olhos, os sinais mais comuns são vermelhidão, sensação de areia, coceira intensa, lacrimejamento, secreção esbranquiçada e sensibilidade à luz. “Quando este quadro persiste ou vem acompanhado de dor ocular, é fundamental consultar um especialista”, afirma.

Como se prevenir

Para reduzir o risco de infecção, a especialista recomenda medidas simples de higiene e proteção. Veja seis cuidados práticos:

  • Lavar as mãos com frequência.
  • Evitar coçar os olhos.
  • Não compartilhar toalhas nem objetos de uso pessoal.
  • Usar óculos de sol ao ar livre.
  • Remover a maquiagem antes de dormir.
  • Não mergulhar com lentes de contato – elas facilitam a aderência de microrganismos presentes na água.

Moraes ressalta que o uso de máscara de natação não elimina o risco. “O uso de óculos de mergulho não elimina totalmente o risco de conjuntivite, pois a água pode estar contaminada por vírus, fungos ou bactérias. Outro cuidado é com as irritações oculares causadas pelo cloro, areia ou sal. O ideal é lavar as mãos e o rosto após o banho de mar ou piscina e nunca se automedicar, caso surja algum sintoma”.

Viral, bacteriana ou alérgica: entenda as diferenças

A conjuntivite viral é a mais frequente no verão e tem alto potencial de contágio. A bacteriana também pode se espalhar e costuma produzir secreção amarelada e mais abundante; pode surgir após infecções de ouvido ou garganta ou em situações de baixa imunidade. Já a conjuntivite alérgica não é transmissível e afeta pessoas com predisposição a alergias.

O tratamento varia conforme a causa e deve ser indicado por um profissional. Em geral, podem ser utilizados colírios específicos – antibióticos, corticoides ou antialérgicos – e compressas frias para aliviar o desconforto. “É importante a pessoa não utilizar receitas antigas ou colírios que tenham sido abertos há muito tempo, mas buscar a orientação de um especialista para receber as orientações corretas”, alerta a oftalmologista.

Com prevenção básica e atenção aos sinais, é possível aproveitar as atividades ao ar livre com menor risco de contratempos para a visão.