Endocrinologia e Metabologia

Pressão alta pode afetar jovens e adultos; veja como prevenir e quando investigar

Doença costuma evoluir sem sintomas e, sem controle, aumenta o risco de infarto e AVC. Especialista reforça checagem regular e mudanças no estilo de vida, sobretudo para quem tem diabetes, doença renal ou histórico familiar.

Por Redação Brazil Health , 17/05/2026

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Pressão alta pode afetar jovens e adultos; veja como prevenir e quando investigar

A hipertensão arterial, conhecida popularmente como pressão alta, pode surgir em qualquer fase da vida e tem sido observada com mais frequência em pessoas no início e na meia-idade adulta. O problema importa porque, quando não é tratado, eleva o risco de complicações como infarto, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC) – além de danos a rins, olhos e outras condições associadas.

A pressão alta acontece quando a força do sangue contra as paredes das artérias permanece elevada de forma contínua, exigindo mais esforço do coração para bombear o sangue. Por isso, identificar precocemente é um passo central para reduzir danos que podem se acumular ao longo dos anos.

Por que a hipertensão passa despercebida

A doença costuma evoluir sem sinais claros. “Se a pressão alta não for tratada, ela pode danificar vasos sanguíneos e órgãos ao longo de muitos anos. Por isso, precisamos ser proativos em relação à prevenção e ao diagnóstico precoce”, afirma a médica Bianca Bandarra, clínica geral e médica de saúde executiva no Mayo Clinic Healthcare, em Londres.

Segundo ela, medir a pressão é uma das formas mais simples de rastrear o problema. “Uma simples verificação da pressão arterial é uma ferramenta importante de rastreamento. Pessoas com problemas de saúde como diabetes, doença renal ou histórico familiar de hipertensão podem precisar de monitoramento mais frequente”, diz.

Sinais de alerta e quando procurar ajuda

Mesmo que seja silenciosa na maioria dos casos, a pressão muito elevada pode provocar sintomas. “Leituras muito altas às vezes podem estar associadas a dores de cabeça, especialmente em uma crise hipertensiva”, explica Bandarra. “Algumas pessoas também podem sentir pressão ou desconforto atrás dos olhos.”

Outros sinais possíveis incluem visão turva, dor no peito, palpitações, sangramento nasal, falta de ar e cansaço intenso. Esses sintomas não são exclusivos da hipertensão e podem ter outras causas, mas devem motivar avaliação médica, principalmente se forem novos, fortes ou persistentes.

O que aumenta e o que reduz o risco

Há fatores do dia a dia que podem elevar a chance de desenvolver hipertensão, como excesso de peso, tabagismo, consumo de álcool, estresse, ingestão alta de sal, baixo consumo de potássio e sedentarismo. Por outro lado, manter atividade física regular, buscar um peso adequado, seguir uma alimentação rica em frutas, verduras e grãos integrais, dormir bem, controlar o estresse e evitar tabaco e álcool ajuda a reduzir o risco.

A médica ressalta que nem sempre é possível evitar a condição. “Algumas pessoas podem fazer tudo certo e ainda assim desenvolver hipertensão. Isso ocorre porque a genética também desempenha um papel importante. Podemos adotar medidas para evitar que a condição piore”, afirma.

O tratamento pode envolver mudanças de estilo de vida e, quando necessário, medicamentos. Exames de sangue e urina e um eletrocardiograma podem ser solicitados para avaliar a saúde geral e checar sinais de impacto em órgãos.

Para quem vai acompanhar em casa, a orientação é usar um aparelho confiável e seguir a técnica correta. “Use um dispositivo validado com o tamanho correto de manguito e siga a técnica adequada”, diz Bandarra.