Clinica Médica

Climatério, perimenopausa e menopausa: entenda as fases e quando buscar tratamento

Queda natural de hormônios pode causar ondas de calor, insônia e mudanças de humor; especialista explica diferenças entre etapas e o que costuma ser indicado para aliviar sintomas e proteger ossos e coração.

Por Redação Brazil Health , 24/05/2026

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Climatério, perimenopausa e menopausa: entenda as fases e quando buscar tratamento

Ondas de calor, insônia e alterações de humor estão entre as queixas mais frequentes de mulheres a partir dos 40 anos. Esses sinais costumam aparecer no climatério, período de transição entre a fase reprodutiva e a não reprodutiva, mas que é frequentemente confundido com menopausa. Embora relacionados, os termos não significam a mesma coisa e, em cada etapa, os cuidados podem mudar.

Segundo o médico Marcelo Bechara, especialista em saúde hormonal feminina, entender em que fase a mulher está ajuda a orientar o acompanhamento e a escolha de medidas para reduzir sintomas e prevenir complicações. “A menopausa costuma ser uma data específica e os sintomas que a cercam ocorrem durante toda a fase do climatério”, explica.

O que é climatério e quando começa a perimenopausa

O climatério é um processo natural marcado pela diminuição da produção de estrogênio pelos ovários. Em geral, começa por volta dos 40 anos e pode se estender até cerca dos 65, com intensidade e duração variáveis.

Dentro desse período, a perimenopausa (ou pré-menopausa) é a fase inicial, quando as mudanças hormonais passam a se refletir mais claramente no corpo. É comum haver irregularidade menstrual, suores noturnos, ondas de calor, mudanças corporais e alterações ginecológicas, além de oscilações de humor e piora do sono.

Menopausa: um marco no calendário

A menopausa é o nome dado ao encerramento definitivo dos ciclos menstruais. O diagnóstico é confirmado quando a mulher completa 12 meses consecutivos sem menstruar. Por isso, não se trata de um período longo, mas de um marco no tempo dentro do climatério.

Pós-menopausa e cuidados de longo prazo

Após a menopausa, a mulher entra na pós-menopausa, quando os níveis hormonais tendem a ficar mais baixos e estáveis. Ainda assim, o acompanhamento médico segue importante, especialmente para monitorar efeitos na saúde óssea, cardiovascular e metabólica.

O tratamento varia conforme os sintomas e o impacto na rotina. Bechara afirma que a condução pode incluir mudanças de estilo de vida e, em alguns casos, terapias específicas. “O acompanhamento médico pode incluir ajustes no estilo de vida, como melhora da alimentação, prática regular de atividade física, controle do sono e redução do estresse. Em alguns casos, pode ser indicada reposição hormonal, suplementação de vitaminas e minerais, principalmente vitamina D, cálcio, magnésio e, em alguns casos, ferro ou vitamina B12”, diz.

De acordo com o especialista, a meta é manter qualidade de vida e reduzir riscos associados a essas transições, com condutas individualizadas e reavaliações periódicas.