Cirurgia Refrativa

Cirurgia para deixar os óculos de lado cresce no Brasil com avanço da miopia

Jovens e adultos buscam autonomia no dia a dia; especialistas destacam segurança e recuperação rápida

Por Redação Brazil Health , 19/11/2025

3 min de leitura

Cirurgia para deixar os óculos de lado cresce no Brasil com avanço da miopia

A cirurgia refrativa ganhou força em 2025 como opção de saúde e bem-estar no Brasil, impulsionada pelo aumento da miopia e pelo desejo de independência dos óculos e das lentes de contato.

“Hoje, o perfil predominante dos pacientes é adulto entre 25 e 40 anos, que desejam não apenas benefícios estéticos, mas também maior desempenho profissional e liberdade nas atividades físicas”, afirma o oftalmologista Henock Altoé, especialista em cirurgia refrativa.

O avanço do uso de telas e o trabalho prolongado em ambientes fechados também ajudam a explicar a procura, sobretudo entre jovens adultos que enfrentam variação de grau e limitações no cotidiano.

Demanda em alta

O procedimento é indicado a partir dos 18 anos, para quem tem miopia, hipermetropia ou astigmatismo com grau estável por ao menos 12 meses e sem doenças oculares ativas, como glaucoma ou catarata.

“Embora não exista uma idade máxima para realizar o procedimento, quanto mais precoce for a indicação segura, maior tende a ser o retorno funcional e econômico ao longo dos anos”, detalha o especialista.

Para quem gasta continuamente com armações, lentes e manutenção, a cirurgia pode representar ganho financeiro ao longo do tempo. “A melhora na qualidade de vida é significativa, com mais liberdade e autonomia no dia a dia”, reforça Altoé.

Tecnologia puxa segurança

O país acompanha tendências globais e tem incorporado plataformas de última geração. “Equipamentos como o laser de femtosegundo Visumax 800 e a plataforma WaveLight Plus oferecem procedimentos mais seguros, ágeis e personalizados. A recuperação é mais rápida e precisa”, explica Altoé.

Segundo o médico, há crescimento de técnicas que preservam mais tecido da córnea e de soluções sob medida, ajustadas ao formato ocular de cada paciente.

O setor também avança com integração de softwares, passos automatizados e lentes intraoculares de foco estendido, especialmente úteis em casos selecionados. “O Brasil se consolida como um polo de inovação, respondendo à demanda de uma sociedade que valoriza saúde, bem-estar e alta performance”, diz Altoé.

Satisfação e cuidados

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a satisfação supera 95%, com complicações graves consideradas raras quando há indicação correta e técnica adequada.

“A autonomia visual conquistada após o procedimento transforma a qualidade de vida, eliminando gastos recorrentes com óculos e lentes”, destaca o especialista.

O pós-operatório exige colírios, proteção ocular e pausa temporária em atividades como piscina, maquiagem e esportes de contato, além de evitar coçar os olhos.

Os efeitos colaterais mais citados são olho seco temporário, sensibilidade à luz, halos noturnos e, em poucos casos, regressão parcial do grau. Infecções são incomuns e monitoradas no acompanhamento.

Em muitos casos, a volta ao trabalho ocorre em 24 a 48 horas; exercícios mais intensos são liberados gradualmente conforme orientação médica.

Gestantes, pessoas com doenças da córnea, ceratocone não estabilizado ou alterações sistêmicas sem controle podem não ser candidatas e precisam de avaliação criteriosa.

Antes da decisão, exames detalhados e uma conversa franca sobre expectativas ajudam a definir a técnica mais adequada e a reduzir riscos. “O acompanhamento médico rigoroso e o cumprimento das orientações são fundamentais para uma recuperação tranquila e eficaz”, finaliza Altoé.