Pediatria

Robô começa a ser usado em lifting facial e pode aumentar a precisão da cirurgia

Tecnologia já presente em procedimentos no abdômen e no tórax chega a cirurgias estéticas da face, com visão ampliada em 3D e redução de tremores. Especialistas ressaltam que o equipamento não opera sozinho.

Por Redação Brazil Health , 07/06/2026

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Robô começa a ser usado em lifting facial e pode aumentar a precisão da cirurgia

A cirurgia robótica, mais conhecida por aplicações em áreas como urologia e cirurgias do abdômen, começa a ser incorporada também a procedimentos estéticos na face, como o lifting facial. A proposta é usar o sistema como apoio para aumentar a precisão dos movimentos e melhorar a visualização de estruturas delicadas durante a operação.

Segundo o cirurgião plástico Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e certificado na técnica, o robô funciona como uma extensão do profissional. “O robô é comandado pelo cirurgião plástico. Ou seja, ele é apenas a extensão do braço do especialista. Toda a cirurgia ainda é comandada pelo médico especialista e não por inteligência artificial”, afirma.

O que muda para o paciente

Embora a robótica já seja amplamente utilizada em cirurgias que envolvem cavidades, como as do abdômen e do tórax, ela ainda é menos comum na cirurgia plástica, que geralmente trabalha em planos mais superficiais. No rosto, a justificativa para o uso do recurso é aumentar a segurança ao operar em regiões com nervos e vasos de pequeno calibre.

“A ideia é que a magnificação da imagem vai permitir mais segurança na cirurgia na medida em que melhora a visualização dos nervos da face”, diz Rubez. Ele acrescenta que a maior precisão pode contribuir para resultados mais consistentes e para cicatrizes menos perceptíveis, a depender da técnica e das características de cada paciente.

Como é a cirurgia com robô

De acordo com o médico, o procedimento começa de forma convencional, e os braços do robô são acoplados ao campo cirúrgico depois dessa etapa inicial. Em seguida, o cirurgião passa a operar a partir de um console, que permite controlar os movimentos com visualização ampliada e em 3D.

“A partir daí, o médico dirige o console para comandar todos os movimentos do robô, que não tem autonomia de movimentos ou criatividade”, explica.

Limites e cuidados

Especialistas destacam que a tecnologia não substitui a experiência do profissional nem elimina os riscos inerentes a qualquer cirurgia. “A habilidade, o estudo anatômico e o toque do profissional ainda serão fundamentais para o sucesso do procedimento”, afirma Rubez.

Ele avalia que o recurso pode ganhar espaço em outras técnicas de cirurgia plástica nos próximos anos, especialmente quando houver benefício em acessar áreas de difícil visualização com maior controle de movimentos.