Vasectomia: o que é, quando fazer e os mitos que ainda geram dúvidas
Método é seguro e eficaz, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis; reversão tem sucesso limitado e deve ser avaliada caso a caso
Por Redação Brazil Health , 26/02/2026
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A vasectomia, cirurgia de esterilização masculina feita com anestesia local e sem internação, é considerada segura e eficaz. Ainda assim, dúvidas sobre reversão, câncer de próstata e uso de preservativo seguem adiando decisões.
Para o cirurgião Ernesto Alarcon, especialista em videolaparoscopia, a procura cresce à medida que os homens assumem papel mais ativo no planejamento reprodutivo. “Homens que optaram pela vasectomia relatam mais tranquilidade e melhora do relacionamento”, diz.
Reversão tem chance limitada
Embora seja classificada como permanente, a vasectomia pode ser revertida em casos específicos por meio da religação dos canais deferentes. O êxito varia conforme o tempo desde a cirurgia, a técnica usada, a idade e a qualidade do sêmen.
“É importante entender que a reversão é um procedimento mais complexo, caro e nem sempre disponível pelo plano de saúde ou pelo SUS. Por isso, a vasectomia deve ser encarada como uma decisão definitiva”, afirma Alarcon.
Sem relação comprovada com câncer de próstata
Mito frequente, a associação entre vasectomia e câncer de próstata não se sustenta nas evidências. A Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia afirmam não haver aumento de risco associado ao procedimento.
Homens vasectomizados devem seguir as mesmas recomendações de prevenção da população geral – alimentação equilibrada, atividade física, evitar tabaco e álcool em excesso – e realizar exames de rotina a partir dos 50 anos, ou antes em grupos de risco.
Camisinha continua indispensável
A vasectomia previne gravidez, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, como HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, HPV, herpes e hepatites. O preservativo segue necessário para prevenção de ISTs.
O método também não é imediato: espermatozoides residuais podem permanecer por semanas. A recomendação é manter outro contraceptivo até o espermograma confirmar a ausência de espermatozoides – geralmente após cerca de três meses ou 20 ejaculações.
“O preservativo continua sendo fundamental, tanto para prevenir ISTs quanto até a confirmação do sucesso da vasectomia”, ressalta o especialista.
A decisão deve ser tomada após avaliação médica e informação clara sobre riscos, limites e alternativas contraceptivas. “Planejamento familiar também é responsabilidade masculina. Informação de qualidade transforma medo em segurança”, conclui Alarcon.
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