Clínica Médica

Pancreatite: dor forte na barriga pode ser sinal de inflamação grave no pâncreas

Condição pode surgir de forma súbita ou se tornar crônica, com risco de complicações. Médico explica os principais sintomas, fatores de risco e quando procurar atendimento.

Por Redação Brazil Health , 12/06/2026

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Pancreatite: dor forte na barriga pode ser sinal de inflamação grave no pâncreas

A pancreatite é uma inflamação do pâncreas, órgão responsável por produzir substâncias que ajudam na digestão e hormônios ligados ao controle do metabolismo. O problema pode causar dor abdominal intensa, náuseas e vômitos e, em alguns casos, evoluir com gravidade, exigindo avaliação médica rápida.

De acordo com o cirurgião geral Ernesto Alarcon, especialista em videolaparoscopia, a pancreatite pode aparecer de forma aguda ou crônica. “Quando não diagnosticada e tratada adequadamente, a pancreatite aguda pode evoluir para quadros graves e até colocar a vida do paciente em risco”, afirma.

Aguda e crônica: o que muda

A pancreatite aguda costuma começar de repente e pode provocar aumento do pâncreas por causa do processo inflamatório. O sintoma mais típico é dor forte na parte superior do abdômen, que pode surgir de maneira abrupta e irradiar para as costas.

Já a pancreatite crônica, em geral, está associada a episódios repetidos de inflamação. Com o tempo, o pâncreas pode perder parte da capacidade de produzir enzimas digestivas e hormônios, o que compromete o funcionamento do organismo.

Principais causas e fatores de risco

As causas variam e podem estar ligadas a hábitos de vida, alterações metabólicas e outras condições de saúde. Entre os fatores mais associados à pancreatite estão:

  • consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • alimentação rica em gorduras
  • cálculos biliares
  • níveis elevados de triglicerídeos
  • uso inadequado de alguns medicamentos
  • algumas infecções virais

Segundo Alarcon, álcool e alimentos muito gordurosos podem aumentar a demanda por enzimas digestivas e favorecer inflamação em pessoas predispostas. “O álcool e os alimentos muito gordurosos exigem um esforço maior do pâncreas para produzir enzimas digestivas, favorecendo processos inflamatórios em pessoas predispostas”, explica.

Sintomas e tratamento: quando buscar ajuda

Os sinais podem variar conforme a intensidade do quadro, mas merecem atenção quando aparecem em conjunto, especialmente com dor forte. Os sintomas mais comuns incluem:

  • dor intensa na parte superior do abdômen
  • dor que irradia para as costas
  • náuseas e vômitos
  • febre
  • suor excessivo
  • diarreia

O tratamento depende do tipo de pancreatite e da gravidade. Nos casos agudos, o manejo inicial costuma incluir reposição de líquidos, correção de alterações no equilíbrio do organismo, suporte nutricional, controle da dor e monitoramento de complicações. Em algumas situações, pode haver necessidade de antibióticos, além de orientação alimentar para reduzir a sobrecarga do pâncreas durante a recuperação.

Na pancreatite crônica, especialmente em fases mais avançadas, pode ser indicada a reposição de enzimas pancreáticas por via oral para ajudar na digestão e aliviar sintomas.

Medidas como reduzir o consumo de álcool e manter uma alimentação equilibrada podem diminuir o risco de novos episódios. Para o especialista, reconhecer sinais precocemente é decisivo. “A pancreatite é uma doença que não deve ser subestimada. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações e preservar o funcionamento do órgão”, conclui Alarcon.