Cirurgia Geral

Crossfit: dor no ombro e no cotovelo pode ser sinal de lesão por sobrecarga

Sociedade médica alerta que treinos intensos com cargas altas e movimentos repetidos, especialmente acima da cabeça, aumentam o risco de problemas nas articulações se não houver técnica e orientação.

Por Redação Brazil Health , 13/03/2026

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Crossfit: dor no ombro e no cotovelo pode ser sinal de lesão por sobrecarga

O aumento de praticantes de crossfit no Brasil tem chamado a atenção de especialistas para um ponto de risco comum nos treinos de alta intensidade: lesões no ombro e no cotovelo. A combinação de cargas elevadas, repetição de movimentos e exercícios acima da cabeça pode sobrecarregar essas articulações, principalmente quando não há orientação adequada e progressão gradual.

O alerta é da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). Segundo a entidade, problemas como tendinites, lesões do manguito rotador e dores por sobrecarga aparecem com frequência em pessoas que treinam sem correção de técnica ou que ultrapassam os limites do próprio condicionamento.

“O crossfit envolve exercícios intensos, com repetição de movimentos e uso de cargas elevadas, muitas vezes acima da cabeça. Essa combinação aumenta a exigência sobre as articulações do ombro e do cotovelo e, quando não há técnica adequada ou respeito aos limites do corpo, o risco de lesões por sobrecarga se torna maior”, afirma o ortopedista Eduardo Malavolta, presidente da SBCOC.

Sinais de alerta durante e após o treino

Nem toda dor é “normal” do exercício. A SBCOC recomenda atenção especial quando os sintomas persistem e começam a atrapalhar atividades do dia a dia ou o desempenho no box. Entre os sinais que podem indicar sobrecarga ou lesão estão dor que não melhora, sensação de fraqueza no braço, estalos, redução de movimento e dificuldade para executar exercícios antes tolerados.

Ignorar a dor pode agravar o problema

De acordo com Malavolta, manter a rotina de treino mesmo com dor pode transformar um quadro inicial em algo mais complexo. “Muitas vezes, o praticante acredita que a dor faz parte do treino e continua forçando a articulação, mas esse comportamento pode agravar o quadro e transformar uma inflamação inicial em lesões mais sérias, como rupturas de tendões”, diz.

Ele reforça que a avaliação médica ajuda a identificar a origem do problema e orientar o tratamento, que pode incluir repouso e fisioterapia e, em alguns casos, cirurgia, conforme a gravidade.

Como reduzir o risco de lesões

Para a SBCOC, a prevenção passa por medidas simples: respeitar limites individuais, priorizar a execução correta e treinar com acompanhamento profissional. “O exercício físico traz inúmeros benefícios para a saúde, mas precisa ser realizado com responsabilidade. A orientação adequada, a progressão gradual de carga e a atenção aos sinais do corpo são fundamentais para evitar lesões e preservar a saúde das articulações do ombro e do cotovelo”, conclui Malavolta.