Cirurgia de Joelho

Cirurgia de joelho avança com robôs e 3D, mas custo freia acesso no Brasil

Tecnologias minimamente invasivas, robótica e impressão 3D elevam a precisão e encurtam a recuperação, mas ainda esbarram em preço, treinamento e incorporação no SUS, aponta a ortopedista.

Por Redação Brazil Health , 23/12/2025

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Cirurgia de joelho avança com robôs e 3D, mas custo freia acesso no Brasil

A cirurgia de joelho vive um salto tecnológico no Brasil e no mundo, com procedimentos menos invasivos, uso de robôs e peças feitas sob medida. “Na área ortopédica, a cirurgia do joelho é a que mais evoluiu nos últimos anos”, afirma a ortopedista Camila Cohen Kaleka, autora do artigo que embasa esta reportagem.

Robôs, navegação e cortes menores

Segundo Kaleka, as técnicas minimamente invasivas e a robótica vêm mudando a prática na sala cirúrgica. As chamadas artroscopias usam câmeras e instrumentos pequenos para intervir com mais precisão. “Permitem avaliar toda a articulação com instrumentais menores e câmeras de alta definição, possibilitando tratar lesões de menisco, cartilagem e ligamentos com menor agressão aos tecidos”, diz.

  • Cirurgias por câmera (artroscopia) reduzem cortes e aceleram a recuperação.
  • Próteses implantadas com ajuda de robôs têm cortes mais precisos e melhor alinhamento, reduzindo desgaste e aumentando a durabilidade.
  • Sistemas de navegação funcionam como um “guia” para posicionar a prótese, garantindo mais simetria e estabilidade.

Próteses sob medida e novos materiais

A personalização também avança com a impressão 3D. “Impressoras 3D já produzem guias cirúrgicos, moldes e próteses sob medida, adaptadas à anatomia de cada paciente”, explica a ortopedista. Ela destaca ainda materiais que favorecem a integração ao osso e pesquisas que podem ampliar a vida útil dos implantes.

  • Novos materiais biocompatíveis e superfícies porosas favorecem a fixação da prótese.
  • Pesquisas testam enxertos de cartilagem cultivados em laboratório, biomateriais híbridos e substitutos ligamentares com células-tronco, ainda restritos a estudos clínicos.

Custo, treinamento e SUS ainda travam a adoção

Apesar do potencial, a incorporação em larga escala enfrenta obstáculos. “A adoção dessas inovações depende de investimento em equipamentos, capacitação de equipes e atualização constante dos protocolos de segurança”, afirma Kaleka. Robôs e próteses personalizadas seguem concentrados em grandes centros e hospitais privados.

No sistema público, a decisão passa por análise de custo-benefício, regulamentação e padronização de treinamentos para ampliar o acesso. “Os avanços em cirurgia de joelho mostram um caminho promissor para oferecer resultados mais precisos e duradouros”, diz a médica. “O sucesso dessas ferramentas depende de integração responsável, treinamento contínuo e políticas que garantam acesso seguro e equitativo aos pacientes brasileiros.”