Cicatrizes

Sol é vilão das cicatrizes: cuidados essenciais para o verão

Cirurgião alerta: cicatriz recente não deve pegar sol. Entenda como o calor piora manchas e veja medidas simples para proteger a pele após cirurgias e ferimentos.

Por Redação Brazil Health , 06/12/2025

3 min de leitura

Sol é vilão das cicatrizes: cuidados essenciais para o verão

O verão pode transformar pequenas marcas em manchas difíceis de reverter. Segundo o cirurgião Dr. Leandro, a combinação de raios solares e calor favorece o escurecimento de cicatrizes, sobretudo nos primeiros seis meses de recuperação.

“Cicatriz recente não deve pegar sol. Essa área está fragilizada, e a exposição pode escurecer a marca de forma definitiva”, afirma o médico. O risco aumenta porque a pele em reparo produz mais pigmento, o que deixa a região mais escura e evidente.

Por que o sol piora a marca

Os raios do sol estimulam a produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. Em uma cicatriz, esse depósito é irregular e pode criar manchas. O calor também pesa: dilata os vasos, aumenta o inchaço, estimula o suor (que irrita a área e atrapalha curativos) e pode atrasar a organização das fibras que dão firmeza à pele.

“No calor, o corpo produz mais pigmento como defesa. Em cicatrizes, ele se distribui de forma desigual e a marca fica mais escura e aparente”, explica o cirurgião.

Pele clara x pele escura: riscos diferentes

Peles morenas e negras, que já têm mais pigmento, têm maior tendência a escurecer a cicatriz e a desenvolver marcas mais altas e evidentes. Já peles muito claras costumam reagir com vermelhidão persistente, queimaduras e manchas ao redor.

“Cada tom de pele reage de um jeito. Em peles mais escuras, o risco é de escurecer a cicatriz; em peles claras, de vermelhidão e queimaduras ao redor. A proteção deve ser personalizada”, diz Dr. Leandro.

Cuidados práticos no dia a dia

  • Evite sol direto por ao menos 60 a 90 dias após uma cirurgia; no rosto, a recomendação é de 120 dias ou mais.
  • Use protetor solar físico (FPS 50+ com óxido de zinco ou dióxido de titânio) e reaplique a cada duas horas.
  • Prefira roupas com proteção UV, chapéus e tecidos de trama fechada para cobrir a área.
  • Reduza o calor local: evite saunas, banhos muito quentes, exercícios sob sol forte e curativos abafados.
  • Não exponha cicatriz “imatura”: poucos minutos de sol podem escurecer a região em reparo.
  • Siga o pós-operatório: silicone em gel ou placas, lasers e clareadores podem acelerar a melhora, conforme orientação médica.

De acordo com o especialista, a estação mais quente exige disciplina. “Uma boa cicatriz depende tanto da técnica cirúrgica quanto do cuidado depois. No verão, cada minuto de exposição inadequada faz diferença no resultado final”, conclui.