Celulite

Calor, sol e inchaço: por que a celulite aparece mais no verão

Dermatologista explica como radiação, retenção de líquidos e desidratação deixam as ondulações mais visíveis e orienta cuidados para proteger o colágeno

Por Redação Brazil Health , 07/01/2026

3 min de leitura

Calor, sol e inchaço: por que a celulite aparece mais no verão

Com a pele mais à mostra, o verão costuma evidenciar ondulações e furinhos em coxas e glúteos. Não é só impressão: hábitos típicos da estação, como sol intenso, calor e menor hidratação, podem acentuar a celulite e deixar a textura da pele mais marcada.

A celulite resulta da interação entre gordura, fibras de sustentação (colágeno), circulação e tecido conjuntivo. Quando esse sistema perde o equilíbrio, surgem depressões. No calor, fatores como radiação ultravioleta, inchaço e retenção de líquidos desequilibram ainda mais esse cenário.

O papel do sol na textura da pele

A radiação ultravioleta danifica o “andaime” que dá firmeza à pele. “A exposição solar excessiva aumenta a degradação do colágeno”, explica a dermatologista Denise Ozores, especialista em tratamentos para celulite. Segundo ela, o sol também atrapalha a reposição de colágeno novo.

O efeito se acumula ao longo do tempo. “Quando essa estrutura enfraquece, as áreas de celulite se tornam mais marcadas”, afirma a médica, lembrando que a soma de verões sem proteção cobra a conta nos anos seguintes.

Calor e retenção de líquidos

As altas temperaturas dilatam os vasos, aumentam o inchaço e favorecem a retenção de líquidos. “Esse acúmulo pressiona o tecido e deixa as ondulações ainda mais aparentes”, diz Ozores.

O sistema linfático, que drena esse excesso, tende a ficar mais lento no calor, especialmente com longos períodos sentada e baixa ingestão de água. Nessa condição, a celulite pode ficar mais rígida e difícil de responder aos cuidados.

Circulação e resposta aos tratamentos

Quando a microcirculação está comprometida, a entrega de nutrientes cai e o metabolismo do tecido desacelera. “Isso torna a pele mais vulnerável”, explica a dermatologista, favorecendo a compactação do tecido — típica dos estágios avançados da celulite.

O sol também interfere nos procedimentos que estimulam colágeno. “O dano causado pela radiação compete diretamente com o processo de reparo que tentamos induzir em consultório”, afirma. Pele inflamada pelo UV responde pior a estímulos de regeneração.

O que fazer no dia a dia

Para atravessar a estação sem piora visível da celulite, a médica recomenda ajustes simples de rotina:

  • Protetor solar no corpo, inclusive em coxas e glúteos, reaplicando ao longo do dia.
  • Hidratação constante e menor consumo de sal e álcool, que favorecem a retenção de líquidos.
  • Movimentar-se com frequência, evitando longos períodos sentada; caminhadas breves já ajudam.
  • Roupas leves e menos apertadas, para não dificultar a circulação e a drenagem linfática.
  • Planejar procedimentos e evitar bronzeamento intenso próximo às sessões que estimulam colágeno.

“O sol tem benefícios importantes para o humor e o ritmo do corpo, mas precisa ser usado com inteligência”, conclui Ozores. Para quem quer uma pele mais lisa, a proteção diária do colágeno e o controle do inchaço são aliados tão importantes quanto qualquer tratamento em consultório.