Carnaval eleva risco de mononucleose; veja sintomas e como se proteger
Durante a folia, comportamentos comuns podem facilitar a disseminação do vírus, e atitudes simples ajudam a reduzir o risco
Por Redação Brazil Health , 05/02/2026
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Com a aproximação do Carnaval, período de grandes aglomerações e contatos próximos, profissionais de saúde alertam para o aumento do risco de mononucleose, infecção viral transmitida pela saliva. A orientação central para reduzir o contágio é não compartilhar copos, garrafas, batons e outros objetos que tocam a boca.
Segundo Marcelo Moreira, cirurgião-dentista do Ateliê Oral, hábitos comuns em festas favorecem o contágio de doenças que têm a cavidade oral como porta de entrada. A mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr e se dissemina principalmente pela troca de saliva, além do contato com secreções respiratórias e objetos contaminados.
“Assim como muitas enfermidades que entram pela boca, a mononucleose pode gerar complicações em diferentes partes do organismo”, afirma Moreira. “A cavidade oral funciona tanto como via de infecção quanto como um importante indicador da saúde geral.”
Transmissão e sintomas
A doença costuma causar dor de garganta intensa, inflamação das amígdalas com placas esbranquiçadas, úlceras na boca e dor na mucosa oral. Febre, inchaço de gânglios no pescoço, cansaço acentuado e dores no corpo estão entre os sinais frequentes. Em alguns casos, há aumento do fígado e do baço.
“É importante destacar que nem todas as pessoas apresentam todos – ou sequer alguns – desses sinais. Muitas vezes, a infecção pode ser confundida com uma gripe ou resfriado, o que reforça a importância de atenção aos sintomas e da busca por avaliação médica”, diz o especialista.
Como reduzir o risco no Carnaval
Para diminuir a chance de contágio, evite o compartilhamento de copos, garrafas, latas, batons e outros itens de uso pessoal que entram em contato com a boca. Como a transmissão ocorre pela saliva, o contato direto que envolva troca de secreções deve ser moderado. Manter alimentação equilibrada, hidratação e sono adequado ajuda a sustentar a resposta imunológica do organismo.
Quando procurar atendimento
Procure avaliação médica se houver:
- dor de garganta persistente, com placas esbranquiçadas nas amígdalas;
- febre que não cede em poucos dias;
- cansaço extremo ou fraqueza prolongada;
- inchaço dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço;
- dores no corpo sem causa aparente;
- dor abdominal ou sensação de peso no lado direito do abdômen;
- lesões ou úlceras na mucosa oral.
Como alguns quadros são leves e se confundem com infecções respiratórias comuns, o diagnóstico médico é importante para orientar cuidados e afastar complicações. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar serviço de saúde e evitar hábitos que favoreçam a transmissão enquanto persistirem os sintomas.