Dermatologia

Arritmia: sinais de alerta e como evitar a morte súbita, segundo cardiologista

Data chama atenção para sintomas, exames simples e hábitos que reduzem o risco de parada cardíaca

Por Redação Brazil Health , 12/11/2025

3 min de leitura

Arritmia: sinais de alerta e como evitar a morte súbita, segundo cardiologista

No Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, 12 de novembro, especialistas reforçam que alterações no ritmo do coração vão de palpitações passageiras a quadros que podem terminar em parada cardíaca.

Dados compilados pelo NCBI apontam que arritmias estão ligadas a 15% a 20% de todas as mortes no mundo, com cerca de 5 milhões de casos de morte súbita por ano. Nos Estados Unidos, estima-se entre 180 mil e 250 mil óbitos anuais.

A professora de cardiologia da Afya Brasília, Rosangeles Konrad, lembra que o tema ainda é cercado de dúvidas. “A maioria das pessoas associa o problema apenas à sensação de coração acelerado, mas nem sempre há sintomas perceptíveis, e é aí que mora o perigo”, afirma.

Para ela, informação salva vidas. “Conhecer os sinais e os fatores de risco é tão importante quanto ter um desfibrilador por perto. Quando o coração perde sua cadência normal, a sobrevivência depende de minutos”, diz.

Sinais nem sempre aparecem

Arritmia é qualquer alteração do compasso do coração, que pode acelerar, desacelerar ou ficar irregular. Algumas são benignas e passageiras, ligadas a estresse, excesso de café ou noites mal dormidas. Outras indicam problemas cardíacos e precisam de avaliação.

Entre os fatores de risco estão histórico familiar, cardiopatias prévias, prática esportiva intensa sem acompanhamento, uso de drogas ou anabolizantes. Exames simples, como eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico, ajudam a identificar quem precisa de cuidados.

Quando buscar ajuda

Palpitações, tontura, falta de ar, cansaço fora do comum e desmaios não devem ser ignorados. Dor no peito ou desmaio súbito exigem atendimento imediato; acione o Samu pelo 192.

Tecnologias acessíveis, como Holter, monitores portáteis e relógios que registram o ritmo cardíaco, podem flagrar alterações. “Quanto antes o diagnóstico é feito, maiores as chances de manter o coração saudável”, reforça Konrad.

Tratamento e prevenção

O tratamento depende do tipo e da gravidade: pode envolver medicamentos, ablação por cateter para eliminar focos elétricos anormais, e dispositivos como marcapassos e desfibriladores implantáveis. Com acompanhamento especializado, a maioria dos pacientes mantém rotina ativa e segura.

Prevenção começa no dia a dia: controlar pressão, colesterol e glicemia, parar de fumar, moderar álcool, priorizar sono e alimentação equilibrada, além de praticar atividade física com orientação, reduz o risco de arritmia, infarto e morte súbita.

Em caso de suspeita, procure avaliação cardiológica e mantenha check-ups em dia. Reconhecer sinais e agir rápido pode ser a diferença entre um susto e uma emergência.