Carcinoma Basocelular

Câncer de pele mais comum: sintomas, riscos e como prevenir

Dermatologista explica sinais que pedem atenção e a importância do diagnóstico precoce.

Por Redação Brazil Health , 21/11/2025

3 min de leitura

Câncer de pele mais comum: sintomas, riscos e como prevenir

O tipo mais frequente de câncer de pele voltou ao centro do debate: o carcinoma basocelular. Embora cresça devagar e raramente cause metástase, ele pode invadir tecidos ao redor e provocar deformidades se não tratado a tempo. “Identificar cedo aumenta muito as chances de cura”, afirma a dermatologista Lorena Mesquita, professora da Afya Educação Médica Ribeirão Preto.

Segundo a especialista, a lesão costuma surgir como um “carocinho” ou mancha rosada, com brilho perolado e pequenos vasinhos na superfície. Pode parecer uma feridinha que não cicatriza, sangrar com facilidade ou lembrar uma cicatriz de bordas irregulares. Em alguns casos, aparece mais escura, como uma pinta elevada. As áreas mais atingidas são as que pegam sol com frequência, como rosto, orelhas, pescoço e braços.

Alterações visíveis na pele merecem atenção: sinais ou manchas que mudam de cor, formato ou tamanho e feridas persistentes são alertas. O autoexame, feito em frente ao espelho e em boa luz, ajuda a notar novidades suspeitas e encurta o tempo até a consulta médica.

Como identificar

Fique atento a lesões novas que:

  • brilham ou têm aspecto perolado
  • formam casquinha e voltam a sangrar
  • parecem uma cicatriz que surgiu “do nada”, com bordas irregulares
  • não cicatrizam por semanas

“Quando o tumor ainda é pequeno, a cirurgia é menos invasiva e o resultado estético costuma ser melhor, com recuperação mais rápida”, diz Mesquita.

Tratamentos disponíveis

O tratamento padrão é a remoção completa da lesão com margem de segurança. Dependendo do tamanho, localização e características, também podem ser usados crioterapia (congelamento), eletrocauterização, pomadas específicas e, em casos selecionados, radioterapia. Diagnosticado cedo, o prognóstico é excelente.

Prevenção no dia a dia

A principal causa está na exposição solar acumulada ao longo da vida. A fotoproteção consistente é a melhor defesa:

  • Use protetor solar FPS 50 ou mais, em quantidade adequada, reaplicando a cada 2 horas ao ar livre e a cada 4 horas em ambientes internos
  • Evite o sol direto entre 10h e 16h
  • Prefira roupas com proteção UV, chapéu de aba larga e óculos escuros

Quem tem mais risco

O risco aumenta em pessoas de pele e olhos claros, com histórico de queimaduras na infância, idade avançada, uso de câmaras de bronzeamento e familiares com câncer de pele. Exposição ocupacional ao sol também pesa. “Ele vem muito do ‘sol da vida toda’”, resume a dermatologista, explicando por que os casos são mais comuns em idosos.

Embora pareça inofensivo no início, o carcinoma basocelular pode causar danos locais importantes se negligenciado. Conscientização, prevenção e diagnóstico precoce formam o trio que evita complicações. “Cuidar da pele é cuidar da saúde como um todo. Não devemos ignorar sinais persistentes. A atenção ao corpo pode salvar vidas”, conclui Mesquita.