Câncer de Tireóide

Diagnóstico de Câncer de Tireoide em Homens Reforça Alerta Para Atenção aos Sintomas

Casos em homens são menos frequentes, mas diagnóstico no jogador Everton Ribeiro alerta para importância do reconhecimento precoce da doença.

Por Redação Brazil Health , 10/10/2025

3 min de leitura

Diagnóstico de Câncer de Tireoide em Homens Reforça Alerta Para Atenção aos Sintomas

O recente diagnóstico de câncer de tireoide do jogador Everton Ribeiro, do Bahia, trouxe à tona a necessidade de atenção aos sintomas dessa doença, até mesmo entre homens jovens e ativos. Embora o câncer de tireoide seja quase cinco vezes mais comum entre as mulheres, os homens também estão suscetíveis. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a previsão para 2025 é de 16.660 novos casos no Brasil, sendo 2.500 em homens e 14.160 em mulheres.

A tireoide, localizada na parte frontal do pescoço, é uma pequena glândula que regula funções essenciais do corpo, como metabolismo e temperatura. Quando células dessa glândula sofrem alterações e passam a se multiplicar descontroladamente, formam um tumor que pode ser percebido como um caroço, geralmente indolor.

De acordo com Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, a menor incidência em homens faz com que a percepção do problema muitas vezes demore. “Ainda que pequena, a incidência existe. O câncer de tireoide pode acometer os homens e, por falta de informação, o diagnóstico precoce é um desafio maior nesse grupo, o que pode impactar diretamente o tratamento e o prognóstico”, explica o especialista.

O câncer de tireoide tem causas variadas: pode estar ligado a histórico familiar, exposição à radiação na infância ou a mudanças genéticas. Os principais sintomas são a presença de nódulo no pescoço, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e sensação de pressão na garganta. “Esses sintomas muitas vezes passam despercebidos ou podem ser confundidos com outras situações benignas. Quando o paciente notar a persistência desses sintomas por mais de 15 dias, a avaliação médica se torna indispensável”, alerta Pinheiro.

A detecção em estágios iniciais leva a taxas de cura superiores a 90%. O tratamento geralmente envolve cirurgia para retirada parcial ou total da tireoide e, se necessário, remoção dos gânglios próximos. Em casos específicos, pode haver necessidade de tratamento com iodo radioativo, radioterapia ou medicamentos mais avançados.

A orientação dos especialistas é clara: atenção aos sinais é fundamental, independentemente do sexo ou da idade. O caso do atleta Everton Ribeiro serve de alerta para que os homens não subestimem alterações no pescoço e procurem avaliação médica diante de sintomas persistentes.