Câncer de Próstata

Radiologia Intervencionista em Câncer de Próstata e Hiperplasia Prostática Benigna

Técnicas guiadas por imagem tratam câncer e aumento benigno da próstata com menos dor e volta rápida às atividades.

Por Redação Brazil Health , 02/11/2025

3 min de leitura

Radiologia Intervencionista em Câncer de Próstata e Hiperplasia Prostática Benigna

O diagnóstico de câncer de próstata mais que dobrou em 30 anos, de 510 mil para 1,32 milhão de casos anuais no mundo, segundo o ASCO 2025. Diante desse avanço, cresce a busca por terapias eficazes que preservem a qualidade de vida e reduzam efeitos colaterais.

No Brasil, os procedimentos minimamente invasivos guiados por imagem vêm ganhando espaço. Com previsão de 74 mil novos casos de câncer de próstata no país em 2025, de acordo com o INCA, a radiologia intervencionista surge como alternativa personalizada, com potencial de preservar continência urinária e função sexual, aliando precisão a recuperação mais rápida.

Como funcionam as novas técnicas

Entre as inovações, a eletroporação destrói células do tumor por meio de pulsos elétricos de alta intensidade, sem queimar os tecidos ao redor. Já a crioablação utiliza ciclos de congelamento e descongelamento para eliminar a lesão de forma localizada.

Ambas são feitas por punção na pele, sem cortes, com anestesia e imagem em tempo real para guiar o procedimento. O resultado é menos dor, menor tempo de internação e retorno mais rápido às atividades, quando indicadas pelo médico.

Aumento benigno da próstata: opção sem cirurgia

Para o aumento benigno da próstata (HPB), a embolização das artérias prostáticas — técnica desenvolvida e difundida por especialistas brasileiros — reduz o volume do órgão e melhora os sintomas urinários. O método bloqueia de forma controlada o fluxo de sangue da próstata e não costuma afetar a função sexual.

“O papel da radiologia intervencionista no tratamento do câncer de próstata vem crescendo justamente porque oferece segurança, precisão e qualidade de vida. São alternativas que podem ser associadas ou, em alguns casos, substituir procedimentos cirúrgicos tradicionais, dependendo da avaliação médica individual”, afirma o radiologista intervencionista Dr. Lucas Monsignore, presidente da Sobrice (Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular).

Avaliação individual é essencial

Nem todo paciente é candidato a técnicas minimamente invasivas. A indicação depende do tamanho e localização do tumor, estágio da doença, histórico clínico e objetivos do tratamento. Muitas vezes, essas abordagens podem se somar a terapias como radioterapia, hormonioterapia ou cirurgia.

Especialistas recomendam discutir as opções com urologista e radiologista intervencionista em centros habilitados. Com a incidência em alta, a combinação de precisão, menor agressão ao organismo e recuperação acelerada tende a ganhar espaço no cuidado integral da saúde do homem.