Câncer de Pele

Câncer de pele também pode surgir no couro cabeludo: como reconhecer e prevenir

Região costuma ser negligenciada; especialista orienta autoexame mensal e proteção solar adequada para reduzir riscos.

Por Redação Brazil Health , 08/01/2026

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Câncer de pele também pode surgir no couro cabeludo: como reconhecer e prevenir

O couro cabeludo, muitas vezes esquecido na rotina de cuidados, também pode desenvolver câncer de pele. A atenção deve ser maior no verão, quando cresce a exposição ao sol. Especialistas recomendam vigilância de sinais e visita ao dermatologista diante de qualquer alteração.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima 220.490 novos casos anuais de câncer de pele não melanoma no triênio 2023–2025. Para o melanoma, tipo menos frequente porém mais agressivo, a estimativa é de 8.980 ocorrências por ano no período. A identificação precoce é decisiva para o tratamento.

“É fundamental estar atento aos sinais do próprio corpo. As manchas, pintas ou feridas podem aparecer em formas diferentes e devem ser investigadas por um especialista”, afirma Sheila Ferreira, oncologista da Oncoclínicas.

Sinais de alerta no couro cabeludo

Mudanças em pintas, manchas ou feridas exigem atenção. A regra ABCDE ajuda a reconhecer lesões suspeitas:

  • Assimetria: quando metade da lesão é diferente da outra parte
  • Bordas: contorno irregular
  • Cor: variações como vermelho, marrom e preto na mesma lesão
  • Diâmetro: maior que 6 mm
  • Evolução: mudanças de tamanho, forma ou cor ao longo do tempo

Outros sinais que merecem avaliação médica incluem crescimento rápido, feridas que não cicatrizam – com sangramento, coceira ou dor – e manchas avermelhadas ou acastanhadas.

Proteção solar e autoexame

Apesar de os fios oferecerem alguma barreira, o couro cabeludo precisa de proteção. O uso de bonés ou chapéus é recomendado, assim como protetor solar nas orelhas. Em pessoas com cabelos ralos ou calvície, o filtro deve ser aplicado diretamente na pele – fórmulas mais fluidas ajudam na espalhabilidade. A orientação é usar FPS 30 ou superior, aplicar 30 minutos antes do sol e reaplicar a cada duas horas ou após mergulho e suor.

O autoexame mensal deve ser feito em ambiente bem iluminado, preferencialmente com luz natural. Vale pedir ajuda para inspecionar toda a cabeça, abrindo os cabelos para visualizar a pele. “Se algo diferente for encontrado ou houver dúvidas, é importante que o paciente procure um especialista para a investigação adequada”, diz Ferreira.

Tratamento e prognóstico

Quando não é tratado no início, o câncer de pele pode se espalhar pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático e formar metástases. Por isso, a remoção da lesão primária – geralmente por cirurgia – costuma ser indicada o quanto antes. Dependendo do caso, podem ser associadas radioterapia, imunoterapia ou terapias-alvo.

Segundo a oncologista, as chances de cura podem chegar a 90% quando o diagnóstico é precoce. A melhor estratégia, reforça, combina proteção solar diária, autoexame regular e acompanhamento periódico com dermatologista.