Câncer de Mama

Anvisa Aprova Nova Terapia Que Reduz Risco de Recidiva no Câncer de Mama RH+/HER2-

Ribociclibe, da classe dos inibidores de CDK4/6, agora é indicado em associação à terapia hormonal para pacientes com alto risco de recidiva

Por Redação Brazil Health , 23/09/2025

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Anvisa Aprova Nova Terapia Que Reduz Risco de Recidiva no Câncer de Mama RH+/HER2-

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou uma nova indicação para o medicamento ribociclibe, trazendo esperança a pacientes afetadas pelo tipo mais frequente de câncer de mama no Brasil. O fármaco, pertencente à classe dos inibidores de CDK4/6, passa a ser recomendado em combinação com terapia hormonal para tratar mulheres com câncer de mama inicial, receptor hormonal positivo (RH+) e HER2 negativo (HER2-), que apresentam alto risco de recorrência da doença, mesmo nos casos sem comprometimento linfonodal.

Dados do estudo internacional NATALEE, de Fase III, embasaram a decisão da agência ao mostrarem que o uso conjunto de ribociclibe com terapia endócrina padrão reduz em 25% o risco de retorno da doença, quando comparado apenas à terapia hormonal. Até então, mesmo com tratamentos iniciais eficazes, pacientes desse subtipo – responsável por cerca de 70% dos diagnósticos – continuavam expostas a uma ameaça considerável de recidiva, sobretudo nas duas décadas seguintes ao diagnóstico.

Segundo o diretor médico da Novartis Brasil, Lenio Alvarenga, a aprovação do ribociclibe nesta nova indicação representa um avanço importante na luta contra o câncer de mama. “Reduzir o risco de recidiva significa mais do que prevenir o retorno do câncer. Significa oferecer mais tempo, mais tranquilidade às pacientes e suas famílias”, afirma o especialista.

A iniciativa reflete um movimento global de atualizar protocolos e favorecer a adoção de práticas baseadas em ciência robusta. Com a decisão da ANVISA, o Brasil se equipara a outros países que já incorporaram o ribociclibe em situações semelhantes, seguindo a tendência de apostar em tratamentos preventivos para cânceres de risco elevado de retorno.

Para especialistas, a medida pode impactar diretamente a realidade nacional. Com mais de 74 mil novos casos de câncer de mama ao ano no país, garantir uma maior proteção contra recidivas representa não apenas melhores prognósticos, como também mais qualidade de vida após o tratamento, especialmente para as mulheres acometidas pelo subtipo RH+/HER2-.

  • câncer de mama RH+/HER2- é o mais prevalente entre as mulheres
  • recidiva é um dos maiores desafios a longo prazo
  • nova indicação de ribociclibe pode beneficiar milhares de brasileiras em estágio II e III

“Essa nova indicação amplia nosso olhar sobre o tratamento do câncer de mama, especialmente ao considerar pacientes com risco elevado de recorrência. É uma oportunidade de levar cuidado para um número ainda maior de pessoas”, acrescenta Lenio Alvarenga.

A expectativa é de que o acesso ao ribociclibe leve a resultados mais duradouros e contribua para fortalecer uma abordagem mais centrada na paciente, promovendo avanços consistentes no combate à doença.