Câncer de Fígado

Radiologia Intervencionista Oferece Novas Alternativas no Tratamento do Câncer de Fígado

Tecnologias menos invasivas aumentam chance de sucesso e reduzem tempo de recuperação para pacientes oncológicos

Por Redação Brazil Health , 31/08/2025

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Radiologia Intervencionista Oferece Novas Alternativas no Tratamento do Câncer de Fígado

A radiologia intervencionista está mudando o paradigma do tratamento contra o câncer, especialmente em casos complexos como o de fígado, um dos tipos mais desafiadores de tumor da atualidade. Com métodos inovadores que utilizam imagens para guiar procedimentos terapêuticos, a especialidade torna a luta contra o câncer mais precisa, menos traumática e com recuperação acelerada.

O carcinoma hepatocelular, principal tumor de fígado, figura entre os dez cânceres mais frequentes entre os homens no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima a ocorrência de mais de 10 mil novos casos anuais até 2025. Na maior parte dos diagnósticos, o problema surge tarde, já que seus sintomas, como cansaço e desconforto abdominal, são inespecíficos ou mesmo ausentes no início.

Fatores de risco e desafios do diagnóstico

Entre os fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver o câncer de fígado estão:

  • a presença de cirrose
  • infecção crônica pelos vírus das hepatites B ou C
  • consumo exagerado de álcool
  • doença hepática gordurosa associada a distúrbios metabólicos, como obesidade e diabetes

A Sociedade Brasileira de Hepatologia destaca que as hepatites virais ainda representam o principal risco para o desenvolvimento do tumor.

Terapias menos invasivas ganham espaço

Em situações nas quais a cirurgia tradicional não é indicada, a radiologia intervencionista surge como alternativa eficaz. Técnicas como a quimioembolização transarterial (TACE) entregam a quimioterapia diretamente na área afetada, minimizando efeitos colaterais sistêmicos e maximizando a eficácia local. Já a ablação térmica percutânea utiliza calor por meio de agulhas para destruir as células tumorais, preservando o tecido saudável.

Segundo o National Cancer Institute, esses procedimentos são especialmente benéficos para pacientes com tumores localizados ou inoperáveis, contribuindo para prolongar a vida e manter a qualidade do paciente.

Para o Dr. Lucas Monsignore, presidente da Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista e Cirurgia Endovascular (Sobrice), “a radiologia intervencionista não é apenas diagnóstica; ela representa um braço terapêutico altamente eficaz da medicina de precisão”. O especialista ressalta que as modernas abordagens permitem tratamentos menos agressivos e seguros, inclusive para pacientes em condições clínicas delicadas.

Além de investir em pesquisa e educação médica continuada, a Sobrice atua para ampliar o acesso a essas soluções modernas e contribuir para um cenário mais promissor no combate ao câncer no Brasil.