Câncer de Bexiga

Câncer de Bexiga: Sintomas, Fatores de Risco e Opções de Diagnóstico e Tratamento

Mudanças na urina podem ser sinal de câncer de bexiga, doença que afeta mais homens idosos, mas tem altas chances de cura quando descoberta cedo.

Por Redação Brazil Health , 07/08/2025

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Câncer de Bexiga: Sintomas, Fatores de Risco e Opções de Diagnóstico e Tratamento

Especialistas reforçam a importância de reconhecer sintomas precoces e buscar diagnóstico imediato para aumentar as chances de cura

Alterações na cor da urina, como o aparecimento de sangue, podem ser o primeiro indício de câncer de bexiga, doença que acomete principalmente homens acima de 60 anos e está fortemente ligada ao tabagismo. No Brasil, mais de 110 mil casos foram registrados desde 2019, segundo dados do Ministério da Saúde, e a doença apresenta três vezes mais incidência entre homens do que em mulheres.

Além da coloração avermelhada da urina, dores, ardência ou aumento da frequência urinária também são sintomas que não devem ser ignorados. Apesar de serem sinais pontuais em muitos casos, buscar avaliação médica ao primeiro sintoma é fundamental para o diagnóstico precoce e melhores resultados no tratamento.

De acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia, o câncer de bexiga foi responsável por mais de 19 mil mortes no país entre 2019 e 2022. A doença se agrava conforme o estágio, mas tem grandes chances de cura quando detectada em sua fase inicial. “Os casos superficiais costumam ser retirados de forma minimamente invasiva por meio da cistoscopia. Muitas pessoas fazem tratamento na bexiga através de uma sonda com vacina BCG, reduzindo o risco de recaída da doença”, explica o oncologista Dr. Antônio Cavaleiro de Macedo, coordenador do Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Santa Catarina - Paulista.

O tabagismo está relacionado a mais da metade dos casos de câncer de bexiga, tornando o abandono do cigarro fundamental na prevenção. Profissionais expostos a corantes e tintas na indústria também devem redobrar a atenção devido ao risco aumentado.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames simples e específicos, como:

  • exame de urina convencional: identifica sangramento oculto não visível a olho nu;
  • ultrassom de abdome: detecta pólipos ou alterações na parede da bexiga;
  • cistoscopia: exame considerado padrão-ouro, permite visualizar o interior da bexiga e coletar amostras para análise detalhada.

No caso de tumores superficiais, as taxas de cura chegam a 70%, especialmente com os avanços em terapias minimamente invasivas. Casos mais avançados podem exigir cirurgia, reconstrução da bexiga ou radioterapia. Em situações de metástase, tratamentos modernos combinando imunoterapia e drogas direcionadas têm trazido remissões mais duradouras, muitas vezes dispensando a quimioterapia tradicional. “Os resultados a longo prazo vêm se mostrando bastante superiores, com alguns pacientes livres da doença por muitos anos”, ressalta o Dr. Antônio.

Além de largar o cigarro, tratar infecções urinárias recorrentes é outro cuidado importante para quem busca reduzir o risco da doença. O diagnóstico precoce e a informação são aliados poderosos para aumentar as chances de cura e preservar a qualidade de vida.