Bronzeamento Artificial

Bronzeamento artificial eleva risco de câncer de pele; veja opções seguras

Especialista alerta para danos da radiação UV e indica maquiagem e autobronzeadores como alternativas temporárias.

Por Redação Brazil Health , 15/01/2026

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Bronzeamento artificial eleva risco de câncer de pele; veja opções seguras

Cabines de bronzeamento artificial, que prometem cor rápida e uniforme, utilizam radiação ultravioleta e estão associadas a manchas, envelhecimento precoce e maior risco de câncer de pele, alerta a dermatologista Fabíola Tasca.

No Brasil, equipamentos de bronzeamento com radiação UV para fins estéticos são proibidos pela Anvisa desde 2009 – decisão alinhada a alertas internacionais sobre o efeito carcinogênico dessas máquinas. Ainda assim, a prática segue atraindo interessados, sobretudo em períodos de calor.

Risco à saúde da pele

Segundo Tasca, os danos vão muito além do escurecimento temporário. “O bronzeamento artificial é uma prática prejudicial, que pode aumentar não só as manchas, mas também o envelhecimento precoce e o surgimento de lesões pré-cancerígenas e até de câncer de pele”, afirma.

A médica reforça que qualquer dispositivo que emita radiação ultravioleta com finalidade estética deve ser evitado. “É preciso tomar muito cuidado. Esses equipamentos aceleram processos que a gente passa anos tentando prevenir no consultório”, diz.

A radiação UV causa lesões no DNA das células da pele; o bronzeado é uma resposta de defesa do organismo, não um sinal de saúde. A exposição repetida aumenta o risco ao longo do tempo, especialmente em pessoas de pele clara, com histórico familiar de câncer de pele ou muitas pintas.

Alternativas seguras ao bronzeado

Para quem busca um tom dourado sem se expor à radiação, a dermatologista recomenda produtos que colorem a pele de forma temporária. “Se a pessoa quer ficar bronzeada e ela é mais clara, pode recorrer ao uso de maquiagem ou aos autobronzeadores, que são produtos que tingem a pele temporariamente e deixam um aspecto moreno natural”, orienta.

Autobronzeadores agem na camada mais superficial da pele e não emitem radiação – portanto, não aumentam o risco de câncer. Eles não substituem a fotoproteção: mesmo com o produto, é indispensável usar protetor solar de amplo espectro, reaplicá-lo conforme orientação e reforçar barreiras físicas, como chapéu e óculos escuros.

“Com orientação adequada, é possível conquistar o visual bronzeado sem comprometer a saúde da pele”, conclui Tasca. Em caso de dúvidas, a avaliação com dermatologista ajuda a definir a melhor estratégia estética e de proteção para cada tipo de pele.