Brincar

Brincar Traz Benefícios Para o Bem-Estar e Prevenção de Doenças em Todas as Idades

Médica psiquiatra destaca como momentos de diversão melhoram saúde mental, criatividade e até previnem doenças neurodegenerativas

Por Redação Brazil Health , 25/09/2025

3 min de leitura

Brincar Traz Benefícios Para o Bem-Estar e Prevenção de Doenças em Todas as Idades

Brincar vai muito além da infância. Da cognição à socialização, as atividades lúdicas impulsionam o desenvolvimento e a saúde do cérebro em todas as fases da vida, segundo a médica psiquiatra Letícia Amici, professora da Faculdade São Leopoldo Mandic. Mais que simples diversão, os jogos, momentos de lazer e brincadeiras também podem ser aliados fundamentais na prevenção de distúrbios como o burnout e de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

De acordo com a especialista, brincar estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor ligado ao prazer, motivação e aprendizado. “Atividades lúdicas, como aquelas em que é necessário resolver problemas ou improvisar, incentivam a flexibilidade cognitiva e ativam diferentes circuitos cerebrais, essenciais para o processo criativo”, explica Letícia.

Uma pesquisa realizada pela empresa Mattel em parceria com institutos de dados e pesquisa, ouviu pessoas de sete países, incluindo o Brasil, e mostrou que 94% dos entrevistados afirmam que brincar é um “superpoder humano” e transformador. O levantamento revelou ainda que:

  • 87% acreditam que as atividades lúdicas ajudam a diminuir a solidão
  • 70% disseram já ter tido ideias inovadoras durante momentos de brincadeira
  • cerca de 40% dos participantes sentem que brincam menos do que gostariam, principalmente por falta de tempo ou companhia

O brincar tem seu papel reconhecido na infância, por favorecer a cognição, a coordenação motora e o desenvolvimento emocional. Nos adultos, além de reforçar vínculos sociais, estimula o uso da criatividade, o bem-estar e a capacidade de resolver problemas. Em idosos, serve para manter memória, planejamento, atenção e a funcionalidade, além de prevenir o isolamento social.

Letícia lembra que atividades lúdicas promovem o equilíbrio de neurotransmissores que ajudam a controlar ansiedade e diminuir sintomas de estresse e burnout, ao mesmo tempo que reduzem níveis de cortisol, o hormônio do estresse. “Além disso, o estímulo à reserva cognitiva pelo brincar funciona como fator protetor contra doenças como Alzheimer, ajudando na prevenção do declínio cerebral”, destaca a médica.

Embora não exista consenso sobre o tempo ideal, especialistas sugerem que duas horas diárias de lazer já oferecem benefícios. O mais importante, segundo Letícia, é garantir a regularidade, respeitando interesses e ritmos pessoais, para colher efeitos positivos em qualquer idade.

  • crianças: jogos de blocos, massinha, quebra-cabeça, faz-de-conta, atividades com bola, pega-pega
  • adolescentes e adultos: jogos de tabuleiro, cartas, RPG, enigmas, quizzes, atividades físicas em grupo
  • idosos: palavras cruzadas, sudoku, tabuleiro, cartas, histórias e curiosidades, peças para montar

Independentemente da fase da vida, separar momentos para brincar pode ser um investimento valioso na saúde mental, na vitalidade do cérebro e na qualidade de vida.