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AVC entre Jovens Cresce no Brasil e Acende Alerta: Rede Brasil AVC Reforça Prevenção

Tendência preocupa especialistas; diagnóstico rápido reduz sequelas e salva vidas.

Por Redação Brazil Health , 29/10/2025

3 min de leitura

AVC entre Jovens Cresce no Brasil e Acende Alerta: Rede Brasil AVC Reforça Prevenção

Antes visto como um problema da terceira idade, o acidente vascular cerebral vem atingindo cada vez mais pessoas de 18 a 45 anos. A Rede Brasil AVC acendeu o alerta e pede atenção a sinais que muitas vezes passam despercebidos nessa faixa etária.

“O AVC em jovens tem sido uma realidade cada vez mais comum nas emergências brasileiras. É um fenômeno preocupante, pois muitos se consideram imunes a esse tipo de problema”, afirma a neurologista Sheila Martins, presidente da Rede Brasil AVC.

Por que está aumentando

Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que 15 milhões de pessoas sofrem AVC por ano no mundo, e cerca de 30% dos casos ocorrem em menores de 45 anos. No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam aumento acima de 20% entre adultos jovens nos últimos cinco anos.

Entre os fatores associados estão doenças cardíacas não diagnosticadas, uso de anticoncepcionais combinado ao tabagismo, histórico familiar, pressão alta, diabetes, colesterol elevado e estilo de vida pouco saudável.

“Hábitos como noites mal dormidas, estresse crônico, alimentação ultraprocessada, uso de drogas ilícitas e excesso de álcool são gatilhos importantes para o desenvolvimento do AVC”, alerta Martins.

O perigo do diagnóstico tardio

Entre os jovens, os sinais costumam ser confundidos com enxaqueca, intoxicação ou simples cansaço, o que atrasa o atendimento e compromete a recuperação. “No mundo, esses pacientes frequentemente enfrentam atrasos significativos no diagnóstico devido à baixa suspeita entre os profissionais de saúde”, diz a médica.

Cada minuto conta: no AVC isquêmico, a pessoa pode perder 1,9 milhão de neurônios por minuto sem tratamento. Por isso, reconhecer os sinais e agir rápido faz toda a diferença.

Como reconhecer e agir

Os sintomas mais comuns incluem dormência ou fraqueza de um lado do corpo, dificuldade para falar ou entender, visão turva, perda de equilíbrio e dor de cabeça súbita e muito intensa, às vezes com náuseas e vômitos.

Uma forma prática de checar é pedir que a pessoa sorria (um lado do rosto pode ficar caído), eleve os dois braços (um pode não subir) e repita uma frase simples (a fala pode sair enrolada). Diante de qualquer suspeita, acione imediatamente o SAMU 192.

As consequências do AVC nessa fase da vida são profundas: além das sequelas físicas e cognitivas, há impacto direto na escola, no trabalho e na renda familiar. “Uma pessoa de 30 anos pode ficar impedida de trabalhar, estudar ou cuidar dos filhos, afetando toda a estrutura ao redor”, destaca Martins.

A boa notícia é que mais de 80% dos casos podem ser evitados com medidas simples: controlar a pressão arterial, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física regular, não fumar e evitar álcool em excesso e drogas.

“O jovem precisa incorporar o autocuidado à rotina. Fazer check-up anual, medir a pressão com frequência e prestar atenção aos sinais do corpo pode salvar vidas”, finaliza a presidente da Rede Brasil AVC.