Sintomas de Ataque Cardíaco em Mulheres: Sinais Importantes que Não Devem Ser Ignorados
Internações por infarto em mulheres quase triplicaram em 14 anos; especialistas alertam para sinais menos conhecidos e a importância de buscar socorro rápido.
Por Redação Brazil Health , 07/09/2025
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Um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostra que, entre 2008 e 2022, o número de internações por infarto em mulheres passou de 1.930 para 4.973 ao mês no Brasil — um salto de 157%. As doenças cardiovasculares já representam quase um terço das mortes no país, e o ataque cardíaco é uma das principais causas, afetando igualmente mulheres e homens.
Apesar disso, os sintomas do infarto costumam se manifestar de forma diferente no sexo feminino. Enquanto os homens sofrem, em geral, obstruções em grandes artérias do coração, nas mulheres é mais comum que o bloqueio aconteça em vasos menores. Essa diferença também se reflete nos sinais de alerta do organismo.
Segundo orientações da Abbott, as mulheres devem ficar atentas a sintomas além da dor clássica no peito, pois o infarto nelas pode se apresentar de modo atípico. Os sinais de alerta envolvem:
- pressão ou desconforto no peito, com sensação de aperto ou peso
- dores nos braços, pescoço, mandíbula, costas ou estômago
- falta de ar inexplicável
- náusea e vômitos
- tontura
- suor frio
- dor no tórax inferior ou abdômen superior
- fadiga muito intensa
Para a cardiologista Maria Oliveira, do INC, o primeiro passo diante desses sintomas é buscar ajuda imediatamente. “Ligar para o 192 é fundamental. O atendimento rápido faz toda a diferença nas chances de sobrevivência”, explica.
Nem todos os casos de infarto vêm acompanhados de sintomas intensos. Essa situação, chamada de infarto silencioso, é mais frequente em mulheres e pessoas com diabetes. Geralmente, o diagnóstico surge apenas em exames de rotina, como o eletrocardiograma. "Esse tipo é silencioso, mas tão perigoso quanto o infarto tradicional", alerta a especialista.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, é possível reduzir significativamente o risco com algumas atitudes:
- parar de fumar, já que o tabagismo é o principal fator evitável de doenças cardíacas
- adotar uma rotina de exercícios regulares, mesmo caminhadas diárias, sempre com orientação médica
Outras mudanças recomendadas incluem controlar níveis de colesterol, manter uma dieta balanceada e discutir fatores de risco personalizados com o médico. “Cuidar do coração é um compromisso diário, especialmente para as mulheres, que muitas vezes ignoram sinais de alerta”, reforça Maria Oliveira.
A orientação final é clara: não subestime sintomas estranhos e aposte na prevenção para garantir uma vida mais longa e saudável.