ANSIEDADE INFANTIL

Ansiedade Infantil: Cinco Sinais de Alerta Para Pais e Como Eles Variam em Cada Idade

Ansiedade tem crescido entre crianças e adolescentes no Brasil e pode aparecer de maneiras diferentes conforme a idade, exigindo atenção redobrada de pais e responsáveis.

Por Redação Brazil Health , 02/08/2025

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Ansiedade Infantil: Cinco Sinais de Alerta Para Pais e Como Eles Variam em Cada Idade

Especialista alerta pais e responsáveis sobre sintomas sutis da ansiedade em crianças, que podem variar conforme a faixa etária.

A ansiedade entre crianças e adolescentes tem apresentado crescimento preocupante no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. Em uma década, o número de atendimentos por ansiedade pelo SUS aumentou mais de 1.500% entre crianças de 10 a 14 anos, chegando a 4.423% entre adolescentes. O cenário exige olhar atento dos pais e responsáveis, já que a condição pode aparecer cada vez mais cedo e de formas variadas.

O neurocirurgião André Ceballos, especialista em desenvolvimento infantil, explica que sentir medo ou insegurança é normal durante a infância, mas é preciso diferenciar o que faz parte do desenvolvimento saudável do que acende um alerta. “É normal que a criança sinta medo em situações novas, como o primeiro dia de aula. O problema surge quando esses sentimentos se tornam persistentes e intensos”, explica.

Como a ansiedade se manifesta em cada idade

Na primeira infância, de 0 a 3 anos, manifestações como distúrbios do sono, choro frequente sem motivo aparente e recusa em se alimentar podem indicar ansiedade. “Crises de choro longas, insônia crônica ou regressão no desenvolvimento, como voltar a fazer xixi na cama, merecem atenção”, orienta Ceballos.

Dos 4 aos 6 anos, a ansiedade pode surgir através de medos mais definidos, como de escuro ou de separar-se dos pais. Quando esses medos comprometem a rotina — impedir a criança de ir à escola ou passear, por exemplo — o sinal de alerta está aceso. O médico destaca: “Se há recusa constante para atividades comuns ou sintomas físicos, como dor antes de compromissos sociais, é preciso observar”.

Já entre os 7 e 12 anos, cobranças internas e comparações com colegas crescem, gerando preocupações com desempenho escolar e amizades. “Evitar novas situações, preocupação excessiva com o que os outros pensam e culpa desproporcional por erros pequenos podem indicar ansiedade generalizada”, afirma Ceballos.

A seguir, veja cinco sinais comuns de ansiedade infantil que pais devem observar:

  • alterações no sono: dificuldade para dormir, pesadelos frequentes ou despertares noturnos podem indicar uma mente inquieta
  • dores físicas sem causa aparente: queixas de dor de cabeça, barriga ou náuseas recorrentes podem ser “avisos” do corpo
  • isolamento ou irritabilidade: perda de interesse por brincadeiras e maior irritabilidade podem ser interpretados, equivocadamente, como birra
  • medos excessivos e persistentes: medo intenso de se separar dos pais, do escuro ou de socializar pode limitar o cotidiano
  • preocupações exageradas com o futuro: pensamentos constantes de que algo ruim vai acontecer ou dificuldades exageradas para se adaptar

Para o especialista, a melhor forma de lidar é criar um ambiente acolhedor, com rotinas claras e espaço para conversa. “Se notar mudanças persistentes de comportamento, procure ajuda especializada. Um olhar sensível faz toda a diferença para o desenvolvimento saudável da criança”, finaliza André Ceballos.