Reumatologia

Dedos que mudam de cor no frio podem indicar Fenômeno de Raynaud

Por Redação Brazil Health , 26/06/2026

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Dedos que mudam de cor no frio podem indicar Fenômeno de Raynaud

Com a queda das temperaturas, mãos e pés costumam ficar mais frios. Mas, quando os dedos passam a mudar de cor – ficando brancos, arroxeados ou avermelhados –, o sinal pode indicar o Fenômeno de Raynaud, uma alteração da circulação nas extremidades que merece atenção.

Segundo a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), a condição ocorre por uma contração intensa e temporária dos vasos sanguíneos, geralmente desencadeada pelo frio ou por estresse emocional. A estimativa é que o fenômeno atinja cerca de 3% a 5% da população mundial.

De acordo com o cirurgião vascular Edwaldo Joviliano, presidente da SBACV, a crise acontece quando o fluxo de sangue diminui momentaneamente, sobretudo nos dedos das mãos e dos pés. “Os vasos se contraem de forma mais intensa do que o normal, diminuindo momentaneamente a circulação na região e provocando mudanças características na coloração da pele”, afirma.

Como reconhecer uma crise

Durante os episódios, é comum haver uma sequência típica de cores. Primeiro, os dedos podem ficar pálidos ou esbranquiçados, pela queda do fluxo sanguíneo. Depois, podem ganhar tom azulado ou arroxeado, pela menor oxigenação dos tecidos. Quando a circulação volta ao normal, a pele tende a ficar avermelhada.

Em alguns casos, a mudança de cor vem acompanhada de formigamento, ardência ou dor, principalmente no momento em que o sangue volta a circular.

Quando pode ser sinal de outra doença

A maioria dos quadros é considerada benigna, mas a SBACV alerta que o Fenômeno de Raynaud também pode aparecer associado a doenças autoimunes. “O Raynaud pode surgir como manifestação de condições como esclerose sistêmica, lúpus e síndrome de Sjögren. Por isso, é fundamental avaliar cada paciente de forma individualizada”, diz Joviliano.

Alguns sinais exigem investigação médica, como início dos sintomas após os 30 anos, crises muito dolorosas, feridas ou úlceras nos dedos, diferença importante entre as mãos ou histórico de doenças reumatológicas.

O que ajuda a prevenir e reduzir as crises

A orientação geral inclui proteger mãos e pés do frio, evitar tabagismo, controlar o estresse e discutir com um médico o uso de medicamentos que possam interferir na circulação. “Mudanças de hábito podem ajudar a reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises”, afirma o presidente da SBACV.