Amamentação

Mitos e Verdades Sobre a Amamentação: O Que Realmente Influencia a Produção de Leite

Mitos e conselhos populares ainda geram insegurança sobre amamentação, dificultando o início do aleitamento materno para muitas mães e bebês.

Por Redação Brazil Health , 02/08/2025

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Mitos e Verdades Sobre a Amamentação: O Que Realmente Influencia a Produção de Leite

Especialistas alertam: informações equivocadas podem atrapalhar mães e bebês no início da jornada do aleitamento materno

Apesar do reconhecimento unânime dos benefícios do leite materno para mãe e bebê, a amamentação segue envolvida em tabus e informações controversas. De acordo com especialistas, esclarecer esses mitos é fundamental para tornar essa experiência mais tranquila e saudável para as famílias.

A enfermeira obstetra Cinthia Calsinski, consultora internacional de lactação, afirma que muitas das dúvidas surgem a partir de relatos infundados ou conselhos populares. “Ainda vemos, no consultório, mães preocupadas com questões que já foram desmentidas pela ciência, mas que continuam sendo passadas de geração em geração”, explica.

Mitos que atrapalham

  • o tamanho das mamas não interfere na produção de leite: a quantidade depende das glândulas mamárias e da frequência das mamadas, não do volume dos seios.
  • beber água em excesso não aumenta a produção de leite: o fator que realmente estimula é a sucção frequente e adequada do bebê.
  • amamentar deitada não faz mal: essa posição pode aliviar o cansaço da mãe e facilitar momentos de descanso, desde que haja conforto e segurança.
  • mamilos planos ou invertidos não impedem a amamentação: eles podem dificultar o início, mas a pega correta se relaciona mais com a flexibilidade da aréola e com uma boa orientação profissional.
  • ingerir leite de vaca não causa cólica em todos os bebês: somente casos específicos de alergia à proteína do leite de vaca exigem eliminação desse alimento da dieta materna.

Verdade: emoções e aleitamento estão conectados

Segundo a consultora, o impacto emocional também precisa ser considerado. "Ansiedade, tristeza e estresse podem, sim, influenciar a produção e descida do leite", destaca Cinthia. Ela ressalta, no entanto, que a própria amamentação pode ser um momento protetor, promovendo vínculo e sensação de bem-estar para a mãe.

“O mais importante é que as famílias possam contar com informações de qualidade e apoio profissional para solucionar dúvidas e superar dificuldades que possam aparecer no caminho do aleitamento”, reforça a enfermeira. A busca por orientação especializada é uma das principais ferramentas para enfrentar inseguranças e fortalecer a saúde de mães e bebês.