Agosto Dourado: Mitos e Verdades sobre Amamentação e a Importância da Rede de Apoio
Rede de apoio e informações corretas ajudam mães a enfrentar desafios e superam mitos sobre a amamentação, promovendo saúde e confiança para famílias.
Por Redação Brazil Health , 01/08/2025
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Em meio à campanha anual dedicada ao aleitamento materno, profissionais esclarecem dúvidas que ainda rondam o imaginário popular e apontam caminhos para mães mais seguras
O mês de agosto ganha tons dourados em todo o Brasil para reforçar a importância do aleitamento materno. Sob o tema de 2025 definido pela WABA, “Priorizemos a Amamentação: criemos sistemas de apoio sustentáveis”, a campanha busca desfazer mitos comuns e apoiar mães que enfrentam desafios ao amamentar.
Apesar de natural, a amamentação nem sempre é um processo fácil ou instintivo. “Muitas mulheres acreditam que amamentar basta, mas, sem apoio e orientações qualificadas, a experiência pode se tornar frustrante”, alerta a Dra. Elisabeth Fernandes, pediatra da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A fisioterapeuta Alessandra Paula, especialista em aleitamento humano, reforça que as informações corretas e o suporte são cruciais para o sucesso: “Amamentar é aprendizado e superação. O papel dos profissionais, da família e da sociedade é fundamental para fortalecer a autoconfiança das mães.”
- não existe leite fraco. “O leite materno é completo e se adapta ao bebê”, esclarece a Dra. Elisabeth. A dificuldade, segundo Alessandra, é que “a falta de medição gera insegurança nas mães”
- o tamanho do peito não interfere na produção de leite. O que conta é a frequência das mamadas
- bebês menores de seis meses não precisam de água ou chá, já que o leite materno supre toda a hidratação
- amamentar em livre demanda estimula mais produção de leite pela lógica de oferta e procura
- mamar com frequência é normal nos recém-nascidos e não sinaliza necessariamente leite fraco ou insuficiente
- o uso precoce de mamadeira pode levar ao desmame, ao criar confusão de bicos. Métodos alternativos, como copinho e colher, são mais indicados quando necessário
- o uso de medicamentos depende do tipo; consultar profissionais e fontes confiáveis é essencial
- estresse, cansaço e falta de apoio realmente afetam a produção de leite, mas com suporte, esse cenário pode ser revertido
- a amamentação mista não é um fracasso. “Toda gota conta”, ressalta Alessandra, lembrando que qualquer quantidade ainda tem papel protetor
- além da nutrição, o leite materno protege o bebê contra doenças e reduz riscos de câncer para a mãe
Ambas as especialistas enfatizam que, mais do que romantizar a amamentação, é preciso criar uma rede de suporte. “Só com apoio, técnica e informação baseada em evidências, mães e bebês podem viver uma experiência positiva”, conclui a Dra. Elisabeth Fernandes. Neste Agosto Dourado, o convite é para que familiares, amigos e profissionais da saúde estejam atentos a esse papel, tornando o aleitamento possível e mais seguro para todas.