Agosto Dourado

Agosto Dourado: Mitos e Verdades Sobre a Amamentação São Esclarecidos por Especialista

A desinformação e mitos dificultam a amamentação no Brasil, mas apoio e orientação são essenciais para garantir a saúde e o vínculo entre mães e bebês.

Por Redação Brazil Health , 13/08/2025

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Agosto Dourado: Mitos e Verdades Sobre a Amamentação São Esclarecidos por Especialista

A amamentação é fundamental para o desenvolvimento saudável dos bebês e para o bem-estar das mães, mas ainda está cercada por mitos e dúvidas que dificultam o processo. Segundo dados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI), menos da metade dos bebês brasileiros entre zero e seis meses são alimentados exclusivamente com leite materno, o que revela a importância de esclarecer informações corretas sobre o tema.

Com o objetivo de orientar as mães e desmistificar crenças populares, o pediatra da Rede de Hospitais São Camilo e membro do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), Hamilton Robledo, listou os principais mitos e verdades sobre a amamentação.

  • o leite materno nunca é “fraco”: todo leite produzido pela mãe é completo e adequado às necessidades do bebê, inclusive em casos de desnutrição materna.
  • uso de mamadeira ou chupeta pode atrapalhar: a introdução precoce desses itens favorece a chamada “confusão de bicos” e pode gerar desmame antecipado.
  • não é necessário revezar os seios a cada mamada: o ideal é que o bebê esvazie um seio por vez, pois o leite final é mais calórico e importante para o crescimento.
  • banho de sol não previne fissuras: a proteção está na pega correta do bebê e nos cuidados simples de higiene, como lavar apenas com água durante o banho.
  • mães que estão doentes quase sempre podem amamentar: exceções existem, como casos de HIV ou tuberculose ativa, que devem ser avaliados por um médico.
  • tamanho dos seios não influencia na produção de leite: o que faz a diferença é o estímulo do bebê ao mamar, não o volume mamário.
  • amamentação não deve causar dor: dores sugerem problemas na pega ou fissuras; buscar orientação profissional é fundamental.
  • não há horários rígidos: amamentação em livre demanda favorece a produção de leite e respeita as necessidades do bebê.
  • cesariana não atrasa a “descida” do leite: o processo de produção de leite depende de fatores hormonais e ocorre independentemente do tipo de parto.
  • amamentar não “estraga” os seios: alterações na mama estão relacionadas à gestação e oscilações hormonais, e não ao ato de amamentar.

A desinformação ainda é um dos maiores obstáculos enfrentados pelas mães. “O leite materno é seguro, fácil de digerir e oferece anticorpos que protegem o bebê até mesmo quando a mãe está doente”, esclarece Robledo. O médico também reforça que o sucesso da amamentação depende de apoio, orientação profissional e informações baseadas em evidências – fatores que ajudam na prevenção de problemas como lesões no mamilo, dor e baixa produção de leite.

Além de alimentar, o momento da amamentação fortalece o vínculo entre mãe e filho, favorecendo também a saúde física e emocional de ambos. Por isso, conhecer a diferença entre mitos e verdades é o primeiro passo para um aleitamento materno pleno e saudável.