Medicina Nuclear

Exames nucleares: entenda por que eles são seguros e essenciais para o diagnóstico médico

Os exames de Medicina Nuclear são seguros, modernos e contribuem para diagnósticos precisos, utilizando doses baixas de radiação para avaliar órgãos e apoiar o cuidado com a saúde.

Por Dr. Marcos Villela Pedras Polonia , 02/08/2025

3 min de leitura

Exames nucleares: entenda por que eles são seguros e essenciais para o diagnóstico médico

Apesar do nome, exames de Medicina Nuclear são modernos, indolores e utilizam doses mínimas de radiação para avaliar o funcionamento de órgãos e tecidos

Ao ouvir a palavra “nuclear”, muitas pessoas associam imediatamente a algo perigoso ou complexo. Mas quando falamos em Medicina Nuclear, estamos nos referindo a exames seguros, modernos e extremamente valiosos para o diagnóstico e acompanhamento de diversas doenças.

O que são exames de Medicina Nuclear

Diferentemente dos exames de imagem tradicionais, como a radiografia ou a tomografia, os exames de Medicina Nuclear avaliam o funcionamento de órgãos e tecidos do corpo. Para isso, utilizam pequenas quantidades de substâncias radioativas chamadas radiofármacos, que podem ser administradas por via oral, inalatória ou, mais comumente, por injeção. Essas substâncias emitem uma radiação muito baixa e controlada, que é detectada por equipamentos especiais (como a gama câmara ou o PET/CT), gerando imagens funcionais detalhadas.

Indicações clínicas mais comuns

A Medicina Nuclear é essencial em diversas áreas da saúde. Alguns exemplos incluem:

  • cardiologia: avaliação da circulação sanguínea no coração (cintilografia miocárdica)
  • oncologia: detecção precoce e estadiamento de tumores (PET/CT)
  • endocrinologia: diagnóstico de doenças endocrinológicas, com foco na tireoide/paratireoide
  • ortopedia e reumatologia: investigação de inflamações ou infecções ósseas (cintilografia óssea)
  • nefrologia e urologia: avaliação da função renal e de síndromes obstrutivas

Esses exames ajudam os médicos a tomar decisões mais precisas e personalizadas para cada paciente.

Segurança da radiação envolvida

Sim! Essa é uma das maiores preocupações dos pacientes — e uma das mais fáceis de esclarecer. Os radiofármacos usados são cuidadosamente regulados e aplicados em doses mínimas, suficientes apenas para gerar as imagens necessárias. A quantidade de radiação é comparável, ou até inferior, à de outros exames radiológicos comuns, como a tomografia computadorizada. Além disso, esses materiais são rapidamente eliminados do corpo, principalmente pela urina.

Preparo e cuidados antes e depois do exame

O preparo varia conforme o tipo de exame, mas algumas orientações gerais incluem:

  • antes do exame: pode ser necessário jejum por algumas horas ou suspensão de certos medicamentos. Em exames cardíacos, recomenda-se evitar cafeína
  • durante o exame: o procedimento é indolor e, em geral, tranquilo. Após a administração do radiofármaco, pode haver um tempo de espera antes da obtenção das imagens
  • após o exame: recomenda-se manter boa hidratação para ajudar na eliminação do radiofármaco. Em alguns casos, pode ser orientado manter distância de gestantes e crianças por algumas horas, por precaução

Confiança nos protocolos e nos profissionais

Os exames de Medicina Nuclear são realizados por equipes altamente treinadas, com protocolos rigorosos de segurança. Cada passo é pensado para oferecer o máximo de informação com o mínimo de risco ao paciente. Se o seu médico solicitou um exame nuclear, fique tranquilo: ele está buscando a melhor forma de entender seu quadro clínico e cuidar da sua saúde com precisão.

Dr. Felipe Hemerly Villela Pedras - CRM/RQE: 52.77681-5 / 16177

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Dr. Marcos Villela Pedras Polonia - CRM/RQE: 52.82103-9 / 30865

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