Dermatologia

Protetor solar: como escolher o ideal para sua pele e se proteger o ano inteiro

Incluído pela OMS na lista de itens essenciais, o filtro solar é peça-chave na prevenção e deve ser usado o ano inteiro

Por Profa. Dra. Flávia Alvim Sant Anna Addor , 27/01/2026

4 min de leitura

Protetor solar: como escolher o ideal para sua pele e se proteger o ano inteiro

Com a chegada do verão, aumenta a preocupação com a proteção da pele contra os efeitos do sol. Ainda assim, o protetor solar não deve ser visto como um produto sazonal. Ele é item de uso diário, essencial para a saúde da pele em qualquer época do ano. Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou essa orientação ao incluir o filtro solar na lista de produtos essenciais para a saúde pública, destacando seu papel na prevenção do câncer de pele, do envelhecimento precoce e de outras doenças da pele.

Por que o protetor solar é indispensável o ano inteiro

A radiação ultravioleta está presente mesmo em dias nublados ou frios e atravessa nuvens e vidros. Isso significa que a pele continua exposta aos efeitos nocivos do sol durante todo o ano, inclusive em atividades cotidianas como dirigir, caminhar ou trabalhar próximo a janelas.

A exposição cumulativa à radiação é um dos principais fatores de risco para o câncer de pele, além de contribuir para manchas, flacidez e rugas. O uso diário do protetor solar reduz significativamente esses riscos e deve fazer parte da rotina de cuidados, assim como a higiene e a hidratação da pele.

Como escolher o protetor ideal para cada tipo de pele

A escolha do protetor solar deve considerar o tipo de pele e as necessidades individuais. Pessoas com pele oleosa ou acneica devem optar por produtos com textura leve, oil-free e não comedogênicos, que ajudam a controlar o brilho sem obstruir os poros. Já peles secas se beneficiam de fórmulas com agentes hidratantes, que protegem e mantêm a barreira cutânea saudável.

Para peles sensíveis, embora seja comum acreditar que o ideal sejam filtros físicos (inorgânicos), ou minerais, hoje há filtros orgânicos (antes chamados de químicos) que têm perfil de segurança bem comprovado, inclusive para uso infantil, conferem proteção eficaz e não irritam a pele sensível. Pessoas com melasma, histórico de câncer de pele ou doenças específicas precisam de fotoproteção ainda mais rigorosa, com fator de proteção solar elevado, proteção ultravioleta A proporcional (de um terço a metade da proteção ultravioleta B, expressa pelo FPS) e reaplicação frequente.

Independentemente do tipo de pele, o protetor deve oferecer proteção contra os raios UVA e UVB e ser reaplicado ao longo do dia, especialmente após sudorese excessiva ou contato com água.

Uso correto faz toda a diferença na proteção

De nada adianta escolher um bom produto se o uso não for adequado. A quantidade aplicada costuma ser menor do que a necessária para garantir a proteção indicada no rótulo. O ideal é espalhar o produto de forma uniforme e generosa em todas as áreas expostas, incluindo orelhas, pescoço, colo, mãos e pés.

A reaplicação deve ocorrer a cada duas ou três horas em exposição direta ao sol e, no dia a dia, ao menos uma vez no meio do período de maior atividade. Além do protetor, medidas complementares como uso de chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV (FPU, o fator de proteção ultravioleta) potencializam a defesa da pele.

O protetor solar deixou de ser apenas um item de praia para se tornar um aliado diário da saúde. Escolher o produto adequado para o próprio tipo de pele e utilizá-lo corretamente é uma das formas mais simples e eficazes de prevenir doenças e manter a pele saudável ao longo da vida. Quando o cuidado é contínuo, os benefícios aparecem não apenas no verão, mas em todas as estações.

Profa. Dra. Flávia Alvim Sant Anna Addor - CRM/SP 66.293 RQE 42.404

Dermatologista

Membro da Academia Americana de Dermatologia

Sócia titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia

Membro da Brazil Health