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Prevenção Cardíaca

Prof. Dr. Carlos Scherr, Cardiologia
Publicado em 14/06/2017 - Atualizado em 18/06/2017


Muito se fala sobre prevenção principalmente na minha área de atuação, a cardiologia, porém parece que enquanto se passa uma imagem que as pessoas estão mais conscientizadas a este respeito e portanto melhorando seus hábitos de vida, esta não é a realidade no dia a dia.


Alguns médicos acham que a luta para que os pacientes se alimentem melhor, mantenham o peso e façam exercícios regulares é inglória, perda de tempo segundo alguns, pois o paciente não faz. Por outro lado pacientes tem sempre algum bom motivo para adiar ou não melhorar seu estilo de vida, começo na segunda feira ou no ano novo.

Ao longo da minha vida profissional dediquei parte das minhas pesquisas a este tema.

Nas minhas publicações demonstrei que é possível abaixar o colesterol com alimentação equilibrada e atividade física regular. Mostrei que crianças com media de idade de 9 anos que seguem uma orientação nutricional e fazem mais atividade física podem ter um colesterol significativamente menor que os que não fazem.

Adolescentes que fazem atividade física de competição tem peso corporal e pressão arterial menor que os sedentários.

Esclareço que na alimentação em relação ao colesterol nada é proibido e sim que alguns alimentos devem ser consumidos em pequena ou bem pequena quantidade e outros precisam estar presentes em quantidades maiores.

O leigo precisa saber que a gordura mais presente na alimentação é a saturada que se transforma em colesterol quando a ingerimos. É comum irmos ao supermercado e nos depararmos com tarjas anunciando que tal alimento não tem colesterol, às vezes significa o mesmo que dizer que o cavalo branco é branco. O colesterol da alimentação esta presente principalmente nas vísceras e na gema do ovo, mesmo assim recentemente seu consumo foi flexibilizado, mas não liberado. Comer ovo faz mal? Nunca fez, mas seu excesso pode ser nocivo.

É de fundamental importância a limitação do consumo de alimentos industrializados e processados.

Alguns alimentos podem significar um ganho para a saúde cardiovascular como as nozes e a linhaça como exemplos.

Quanto à atividade física, ninguém precisa ser atleta. Caminhar, pedalar, nadar ou fazer ginástica pode ser o suficiente desde que dure ao menos 40 minutos e seja regular, na maioria dos dias da semana. Atletas de fim de semana podem estar fazendo um mal pior e mesmo correndo riscos desnecessários.

É bom lembrar, as doenças que mais matam no Brasil são as do coração, infarto se reversa com o AVC dependendo da região, sexo e raça.

Com os tratamentos modernos pode-se diminuir a mortalidade do coração, mas a incidência da doença continua aumentando.

Deve-se ter em mente que quase metade dos adultos tem placa de gordura em suas coronárias e que a morte súbita é o primeiro sintoma em metade dos portadores desta doença.

Prevenir é eficaz e mais barato que tratar para os que foram diagnosticados como cardiopatas, prevenir pode significar mais anos de vida, mais qualidade de vida e menos sofrimento.

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